Quatro artistas abandonaram a turnê do artista britânico Ed Sheeran, depois que o rapper americano Macklemore foi afastado devido a comentários em favor da Palestina durante dois shows nos Estados Unidos.
Sheeran negou no Instagram ter sido o responsável pela decisão de retirar Macklemore da turnê, e afirmou que a medida foi tomada pela empresa promotora dos shows, Messina Touring Group. Segundo o cantor, as sedes da turnê "comunicaram que cancelariam as apresentações se ele continuasse".
O cantor Finneas, irmão de Billie Eilish; Aaron Rowe e Beoga, da Irlanda; e o dinamarquês Lukas Graham anunciaram em suas redes sociais que haviam desistido da turnê.
Macklemore, que abria os shows da "Loop Tour", gritou "Palestina livre!" e afirmou aos palestinos que eles "não foram esquecidos", durante dois shows realizados no começo do mês em Nova Jersey. Ontem, ele esclareceu que Sheeran e sua equipe não foram os responsáveis por sua saída da turnê.
O cantor britânico disse que conversou com os responsáveis pelas sedes dos shows, mas que não conseguiu resolver a situação.
Finneas já defendeu publicamente os palestinos. Hoje, manifestou que "os artistas não devem ser silenciados quando levantam suas vozes em defesa dos oprimidos". "Apoio a Palestina e seu povo."
A banda Beoga anunciou que se retirava "após o silenciamento de Macklemore pelos lobbies sionistas". "Como membros fundadores do movimento Irish Artists for Palestine, somos e continuaremos sendo ativistas comprometidos com a justiça."
Já Aaron Rowe declarou: "Não posso ficar de braços erguidos e permitir que bilionários usem sua posição de poder para silenciar as vozes legítimas daqueles que se pronunciam contra o genocídio israelense."
O dono do Gillette Stadium de Boston, Robert Kraft, disse que "não proporcionaria uma plataforma para discursos de ódio".
Greta Thunberg critica Ed Sheeran
A ativista sueca Greta Thunberg e outros ativistas também ficaram críticas ao cantor britânico Ed Sheeran. "Ed, só há uma vítima aqui: o povo palestino", disseram Thunberg e o grupo ativista Humanti Project em uma publicação no Instagram na noite de terça-feira (15).
Segundo uma publicação de Sheeran, na qual enfatizou que a decisão foi tomada pelos promotores, as casas de shows da turnê "comunicaram que cancelariam os shows se ele (Macklemore) continuasse como artista de abertura".
"Este é um sinal claro e inegável de que a consciência global mudou. A normalização de um estado de apartheid e as tentativas de encobrir ou justificar suas ações não serão mais toleradas", afirmaram Thunberg e os outros ativistas na publicação.
A controvérsia começou no início deste mês, em um show no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Durante sua apresentação, Macklemore gritou "Palestina livre!" e disse aos palestinos que "vocês não foram esquecidos".
Em sua mensagem de terça-feira, Sheeran explicou sua decisão de não comentar publicamente sobre questões políticas, especialmente a guerra em Gaza.
"Não sou cúmplice. Tenho minhas próprias opiniões sobre este conflito devastador. O fato de eu optar por não me pronunciar publicamente não significa que eu não me importo", declarou.