"Para os que conhecem Pavel Dimitrichenko, a ideia de que possa chegar a ser o instigador (...) parece absurda", afirmam. Dimitrichenko foi colocado na quinta-feira, dia 7 de março, em prisão preventiva e foi acusado como suposto instigador do ataque contra Filin.
A presidente da audiência, Marina Orlova, atendeu à solicitação dos investigadores, que pediram ao tribunal que prendesse o bailarino, detido na terça-feira, que admitiu que queria que Filin fosse agredido, mas negou ter pedido que o atacasse com ácido. O bailarino compareceu junto ao suposto agressor, Yuri Arrusticar, e a um motorista, que também foram colocados em prisão preventiva. A polícia estimou que o assunto estava elucidado.
O diretor artístico do teatro Bolshoi, Filin, vítima da agressão com ácido no dia 17 de janeiro na porta de seu edifício, vinculou imediatamente o ataque a sua atividade profissional e declarou em uma entrevista à televisão que estava absolutamente certo da identidade de seu agressor, sem dar mais detalhes. Filin, que sofreu queimaduras de terceiro grau, foi submetido a um enxerto de pele e a várias operações nos olhos, já que a córnea foi afetada.