O 14º Cine PE Festival do Audiovisual chegou ao fim na noite de domingo cmo o maior festival de público do Brasil: 300 mil pessoas em suas 14 edições, sendo que este ano reuniu mais de 30 mil pessoas. O grande vencedor da noite foi "As Melhores Coisas do Mundo" (SP), de Laís Bodanzky, agraciado em oito categorias, incluindo Melhor Filme e Direção.
"As Melhores Coisas do Mundo" também levou o Troféu Calunga de Melhor Ator (Francisco Miguez), Roteiro (Luiz Bolognesi), Direção de Arte (Cássio Amarante), Edição de Som (Alessandro Laroca), Fotografia (Mauro Pinheiro Jr) e o prêmio da crítica. "O Homem Mau Dorme Bem", de Geraldo Azevedo, ganhou o prêmio de Melhor Filme do Júri Popular (veja abaixo a relação dos prêmios). A cerimônia de premiação, que teve a presença do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, foi realizada no recém-reformado Cine São Luiz, no Centro de Recife.
Realizado por Alfredo Bertini e Sandra Bertini, sócios da Bertini Produções e Eventos Culturais (BPE), o Cine PE exibiu entre 26 de abril e 2 de maio 63 filmes (47 curtas e 16 longas). O festival teve como palco principal o Teatro dos Guararapes, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, e como palco da Mostra Pernambuco e da noite de encerramento, o Cinema São Luiz, no centro do Recife. Além dos troféus Calunga distribuídos aos filmes vencedores, o festival homenageou o cineasta pernambucano Guel Arraes e os atores Tony Ramos e Julia Lemmertz com o Troféu Calunga de Ouro.
Na Mostra Especial, o festival apresentou mais dois longas fora de competição, ambos do Rio de Janeiro: O Bem Amado, de Guel Arraes; e Quincas Berro D´Água, de Sérgio Machado.
A 14ª edição do CINE PE Festival do Audiovisual gerou mais de 500 empregos diretos e indiretos. Foram mais de 250 convidados, entre atores, cineastas, produtores, técnicos e profissionais do mercado audiovisual. O orçamento do evento foi de R$ 1,9 milhão. Em 13 edições, o festival contabiliza um público de mais 275 mil pessoas, tendo recebido até o ano passado 3.093 inscrições de filmes e exibido 692 longas e curtas.
Troféu Calunga
É oferecido aos vencedores das mostras competitivas de curtas digitais, curtas em 35mm e longas-metragens. A "Calunga" representa a boneca carregada pela sacerdotisa dos cultos afro-brasileiros durante a apresentação do Maracatu. Ela faz parte das cerimônias religiosas, onde recebe o nome de uma princesa e representa uma divindade expressando um objeto de força e proteção. O troféu Calunga é uma criação da artista plástica pernambucana Juliana Notari.
Os vencedores
Longas
Melhor Filme: As Melhores Coisas do Mundo, de Laís Bodanzky.
Direção: Laís Bodanzky, por As Melhores Coisas do Mundo.
Ator: Francisco Miguez, por As Melhores Coisas do Mundo.
Atriz: Paloma Duarte, por Léo e Bia (de Oswaldo Montenegro).
Atriz Coadjuvante: Mariana Nunes, por O Homem Mau Dorme Bem (de Geraldo Moraes).
Ator Coadjuvante: Bruno Torres, por O Homem Mau Dorme Bem (de Geraldo Moraes).
Roteiro (prêmio dividido): Luiz Bolognesi, por As Melhores Coisas do Mundo (de Laís Bodanzky) E Wolney Atalla e Caio Cavechini por Seqüestro (de Wolney Atalla).
Fotografia: Mauro Pinheiro Jr., por As Melhores Coisas do Mundo (de Lais Bodanzky).
Montagem: Marcelo Moraes e Marcelo Bala, por Seqüestro (de Wolney Atalla).
Trilha Sonora: Oswaldo Montenegro, por Léo e Bia (de Oswaldo Montenegro).
Direção de Arte: Cássio Amarante, por As Melhores Coisas do Mundo.
Edição de Som: Alessandro Laroca, por As Melhores Coisas do Mundo.
Prêmio Especial do Júri: Rogério Fróes, por Não Se Pode Viver Sem Amor (de Jorge Durán)
Melhor Filme/Júri Popular: O Homem Mau Dorme Bem
Prêmio da Crítica: As Melhores Coisas do Mundo
Curtas em 35mm
Melhor Curta-Metragem: Bailão, de Marcelo Caetano.
Diretor: Kleber Mendonça Filho, por Recife Frio.
Atriz: Zezita Matos, por Azul (de Eric Laurance)
Ator: Ricardo Lilja, por Amigos Bizarros do Ricardinho (de Augusto Canani)
Roteiro: Kleber Mendonça Filho, por Recife Frio.
Fotografia (prêmio dividido): Ivo Lopes Araújo, por A Montanha Mágica (de Petrus Cariry) E André Lavenère, por A Noite por Testemunha (de Bruno Torres).
Direção de Arte: Juliano Dornelles, por Recife Frio.
Melhor Montagem: Lucas Gonzaga, por Amigos Bizarros do Ricardinho (de Augusto Canani).
Trilha Sonora: Revertere AD Locum Tuum (de Armando Mendz)
Edição de Som: Vinícius Leal e Jessé Marmo, por Geral (de Anna Azevedo).
Melhor Curta-Metragem/Júri Popular: A Noite Por Testemunha, de Bruno Torres
Prêmio Especial do Júri: Circuito Interno, de Júlio Martí.
Menção Honrosa do Júri: ZÉ (S), de Piu Gomes.
Prêmio da Crítica: Geral, de Anna Azevedo.
Prêmio Aquisição Canal Brasil: Faço de Mim o Que Quero, de Sergio Oliveira e Petrônio Lorena.
Curtas em digital
Melhor Curta-Metragem Digital: Áurea (de Zeca Ferreira).
Diretor: Allan Ribeiro, por Ensaio de Cinema.
Roteiro: Maria Camargo, por Se Meu Pai Fosse de Pedra.
Montagem: Luelane Corrêa, por Áurea (de Zeca Ferreira).
Melhor Curta-Metragem/Júri Popular: Tanto, de Nataly Callai
Prêmio Especial do Júri: À Fotografia de Áurea (de Zeca Ferreira).
Prêmio da Crítica: Áurea, de Zeca Ferreira
Menção Honrosa: Sweet Karolynne, de Ana Bárbara Ramos (PB).
"As Melhores Coisas do Mundo" é o grande vencedor de Recife
Filme de Lais Bodanzky vence em oito categorias no Cine PE