Arte & Agenda

As vozes de Vivaldi ecoam em dois concertos da Ospa neste fim de semana

Apresentações neste sábado, na Casa da Ospa, e no domingo, em Bento Gonçalves, iniciam a série de concertos que comemora 150 anos da Imigração Italiana no Estado

Sob a regência de Diego Schuck Biasibetti, o concerto une Orquestra, Coro Sinfônico da Ospa e cinco cantores solistas
Sob a regência de Diego Schuck Biasibetti, o concerto une Orquestra, Coro Sinfônico da Ospa e cinco cantores solistas Foto : Vinicius Angeli / Divulgação / CP

A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa), dá início neste final de semana à série de concertos que comemora os 150 anos da Imigração Italiana no Estado. A primeira apresentação, intitulada “Voci di Vivaldi”, será realizada no sábado (26), às 17h, no Complexo Cultural Casa da Ospa (Borges de Medeiros, 1501), na capital gaúcha. No dia seguinte, o mesmo concerto será levado para Bento Gonçalves, onde será apresentado na Fundação Casa das Artes, a partir das 18h de domingo (27).

Sob a regência de Diego Schuck Biasibetti, o concerto une Orquestra, Coro Sinfônico da Ospa e cinco cantores solistas: Cintia de Los Santos (soprano), Elisa Machado (soprano), Carol Braga (mezzo-soprano), Felipe Bertol (tenor) e Ricardo Barpp (baixo-barítono).

O concerto marca o início de uma novidade da Temporada 2025 da Ospa: levar os programas apresentados em Porto Alegre também para o interior do RS. Na Casa da Ospa, “Voci di Vivaldi” está com ingressos à venda pelo Sympla. Também está prevista a palestra Notas de Concerto, ministrada pelo maestro e cantor lírico Sérgio Sisto, no mesmo dia, às 16h, na Sala de Recitais. Tanto a palestra quanto o concerto terão transmissão ao vivo pelo YouTube, no canal da Ospa. Em Bento, o concerto é gratuito, com entrada por ordem de chegada.

No concerto “Voci di Vivaldi”, a Ospa convida o público para uma viagem musical à Veneza do século XVIII, onde viveu o violinista e compositor Antonio Vivaldi (1678-1741). O famoso autor de “As Quatro Estações” também escreveu importantes obras sacras, como “Gloria RV 589” e “Dixit Dominus” – as duas obras que compõem o programa. Dividido em duas partes, o concerto inicia com “Gloria RV 589”, baseada no texto “Gloria in Excelsis Deo’. É um hino de louvor, escrito por volta de 1715, e dividido em doze movimentos. A orquestra, em formação reduzida de cordas, oboé, trompete e órgão, toca enquanto o Coro Sinfônico e os solistas se intercalam na interpretação dos versos em latim.

A segunda parte é dedicada a “Dixit Dominus em Ré Maior RV 594”, composta por Vivaldi entre 1715 e 1720 com base no texto do Salmo 110 e dividida em onze partes. O maestro Diego Biasibetti chama a atenção para uma particularidade da obra, que é pouco executada devido à complexidade da sua montagem: exige coro duplo, orquestra dupla, dois oboés, dois trompetes, um órgão e cinco solistas. No palco, coro e orquestra se dividem ao meio, criando uma espécie de efeito “estéreo” para quem escuta.

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