O videogame de sucesso “Assassin’s Creed” tem sua adaptação para os cinemas estreando nesta quinta-feira. Com direção de Justin Kurzel, o que o público pode esperar é um filme de ação e fantasia. O protagonista Cal é vivido por Michael Fassbender, um homem que vive nos dias atuais. Uma equipe misteriosa o submete a uma experiência, liderada pela cientista Sofia (Marion Cotillard) e seu pai (Jeremy Irons).
Eles obrigam Cal a viajar no tempo e, por pesquisas com seu DNA, sincronizam sua mente com um ancestral seu, Aguilar, que viveu no século XV na Espanha. Aguilar fazia parte de uma sociedade secreta de assassinos que se opunha aos templários. O objetivo dos cientistas é que ele encontre o esconderijo de um objeto místico que poderia influenciar o livre-arbítrio dos seres humanos. Ao descobrir que o uso que querem fazer deste artefato é para manipular as pessoas, Cal se opõe à missão.
É preciso admitir que o filme tem cenas de impacto. “Viajar” com o personagem e sobrevoar o Sul da Espanha no que seria o ano de 1492, em plena guerra para expulsar os mouros do continente, é impressionante. As coreografias de artes marciais devem agradar fãs do gênero.
O ator Michael Fassbender convence em todos os papéis que faz ultimamente e não é diferente neste. E ao menos se fala espanhol quando os personagens estão na Espanha. Mas é uma pena que a produção fique nisso: muitos efeitos especiais para pouco conteúdo. Por mais que a proposta seja a de um filme fantasioso, é preciso uma certa coerência interna, que aqui escorrega em explicações fajutas.
Assista ao trailer:
“Assassin’s Creed” aposta em efeitos especiais, mas escorrega em explicações fajutas
Adaptação de game traz narrativa que viaja à Espanha do século XV