A Atomic Elephant, de Porto Alegre (RS), é a banda escolhida para abrir o show que o Apocalyptica faz na capital gaúcha dia 16 de janeiro, às 21h, no Teatro do Bourbon Country (Tulio de Rose, 80). O trio instrumental que toca antes dos finlandeses na ocasião também apresenta uma proposta ousada ao cruzar groove, peso e técnica em suas composições. Ingressos na Uhuu.
A Atomic Elephant lançou, em 2021, o primeiro registro: o EP autointitulado com cinco composições. Produzido pela própria banda e mixado pelo guitarrista, o registro foi disponibilizado nas principais plataformas de streaming e bem recebido tanto pelo público quanto pela crítica especializada.
Em 2023, após alguns shows, o Atomic Elephant retomou o processo de composição e anunciou uma substituição: o baixista Benhur Lima (baixo - Hibria/Anaxes) assumiu os graves. Renovado, o trio lançou o single “Elefunk” (gravado ao vivo no estúdio Black Stork e mixado por Benhur Lima). Atualmente, o conjunto dedica-se ao trabalho de criação para seu álbum completo de estreia, que deve sair este ano.
Na formação atual estão Renato Osorio (guitarra — Hibria/ Paul Di'anno), Thiago Caurio (bateria — Astafix/ Keep Them Blind), além de Benhur.
Apocalyptica em Porto Alegre
O Apocalyptica provou que som pesado e música clássica podem se unir de maneira primorosa. A banda finlandesa de metal sinfônico foi formada em Helsinque, em 1993, e tem em sua formação violoncelos e percussão. No início, o projeto era um tributo ao Metallica, mas adotou um estilo de metal neoclássico sem o uso de guitarras e baixos convencionais. Com nove álbuns de estúdio, o conjunto vendeu mais de quatro milhões de álbuns. Atualmente, a formação é Eicca Toppinen, Perttu Kivilaakso e Paavo Lötjönen (todos violoncelos) e Mikko Sirén (bateria)
O trabalho mais recente é “Cell-0” (2020) que, conforme Eicca Toppinen (violoncelista e membro fundador) “representa o núcleo de tudo”. Como bons exploradores, sempre em busca de novas formas para se expressar, o Apocalyptica viajou fundo no universo da música instrumental para o material de estúdio mais recente. O amor e a paixão que alimentaram o conjunto no começo agora carregam camadas mais ricas de conhecimento e experiência, que por sua vez conduzem à realização por meio de um caminho criativo ousado.