A atriz, dançarina e cantora Rafaela Torchia, 23 anos, fez cursos de interpretação na Casa de Artes OperÁria, na Escola de Atores Wolf Maya e na Célia Helena. Na Inglaterra, estudou na Theater Academy of London. Ela é mais uma brasileira conquistando os palcos do mundo. Está no elenco de três novos espetáculos: “Footloose” (22 de setembro a 1° de novembro de 2026), o clássico natalino “A Christmas Carol” (2 a 24 de dezembro de 2026) e a aclamada peça contemporânea “John Proctor Is the Villain” (12 de janeiro a 7 de fevereiro de 2027). As produções serão encenadas no Milwaukee Repertory Theater, uma das principais companhias regionais dos Estados Unidos. Em seu currículo constam ainda seis peças nos palcos Americanos e os curta-metragens “Falling (For You)” e “Fish in the Sea”.
Como tem sido a experiência de viver e trabalhar fora do país?
Tem sido uma experiência extremamente enriquecedora, tanto profissional quanto pessoalmente. Trabalhar em diferentes países me permitiu colaborar com artistas de diversas culturas, conhecer diferentes processos criativos e ampliar minha visão sobre a profissão. Ao mesmo tempo, essa experiência reforçou ainda mais a importância da minha identidade brasileira. Levo a minha brasilidade comigo em todos os projetos e acredito que essa troca entre culturas torna o trabalho artístico ainda mais rico.
Foste contratada para integrar três produções no Milwaukee Repertory Theater, uma das principais companhias regionais dos EUA. Como foi o processo de seleção?
Foi um processo bastante criterioso. Primeiro participei de uma audição, depois fui chamada para um callback, no qual gravei um vídeo dançando uma coreografia de “Footloose”. A etapa final foi uma entrevista. Fiquei muito feliz por ser selecionada para integrar a temporada 2026–2027 do Milwaukee Repertory Theater e participar de três produções diferentes. É uma oportunidade muito especial fazer parte de uma companhia reconhecida pela excelência de suas produções.
O que aprendeste com os profissionais americanos de diferente do que já tinha aprendido no Brasil? E como tem sido essa troca com profissionais de outra cultura e formação?
Uma das maiores diferenças que percebo é o investimento em cultura e a estrutura oferecida às produções, o que permite processos de criação muito organizados e um alto nível de excelência artística. Ao mesmo tempo, trabalhar com profissionais de diferentes nacionalidades reforçou algo muito importante: independentemente da cultura, todos compartilhamos o mesmo compromisso com a qualidade do trabalho e com a responsabilidade de contar boas histórias. Essa troca amplia minha visão artística e fortalece minha atuação como atriz.
Muitos artistas almejam uma carreira internacional após anos de experiência no Brasil. Por que optaste em fazer o caminho inverso? Pensas em retornar ao Brasil para trabalhar como atriz?
Quando vim para os Estados Unidos, meu objetivo era estudar. Ao longo da minha formação e da minha trajetória profissional, surgiram oportunidades que me permitiram construir uma carreira também no mercado internacional. Foi um caminho que aconteceu de forma muito natural.
Sem dúvida, quero voltar a trabalhar no Brasil. Minha carreira não tem fronteiras. Sou apaixonada pelo meu país, pela nossa cultura e pelas histórias que temos para contar. Levo a minha brasilidade comigo em cada trabalho. Costumo dizer que eu saí do Brasil, mas o Brasil nunca saiu de mim.
Além de atuar, existe um plano B profissional?
Atuar sempre foi meu plano A, B e C. Nunca me imaginei fazendo outra coisa. Contar histórias é o que me move, e tenho o privilégio de transformar essa paixão na minha profissão. Meu objetivo é continuar construindo uma carreira sólida, trabalhando em projetos desafiadores e colaborando com artistas que compartilham o mesmo compromisso com a excelência artística.