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Aula de reggae Brasil com o Cidade Negra em Porto Alegre

Banda carioca tocou mais de 20 canções por duas horas para a vibração de 3,2 mil pessoas que esperavam algo de um sábado à noite no Araújo Vianna

Bino Farias e Toni Garrido, com o Cidade Negra, encheram de reggae Brasil e nostalgia as 3,2 mil pessoas que vibraram no Araújo Vianna, neste sábado, 11 de julho
Bino Farias e Toni Garrido, com o Cidade Negra, encheram de reggae Brasil e nostalgia as 3,2 mil pessoas que vibraram no Araújo Vianna, neste sábado, 11 de julho Foto : Pedro Dreher / Especial / CP

O reggae brasileiro descende dos anos 1970 com alguns experimentos de Gilberto Gil e Caetano Veloso, tendo na banda baiana Arembepe, em 1974, um marco do seu início no país. No final dos anos 1980, uma geração inteira se voltou para o reggae e um dos grandes expoentes foi a banda Cidade Negra, fundada em 1986. Quarenta anos depois, dois integrantes da banda, o vocalista Toni Garrido e o baixista Bino Farias, juntaram músicos que sempre tocaram com o Cidade para a turnê “De Agora em Diante”, que chegou a Porto Alegre no sábado, dia 11 de julho, no Auditório Araújo Vianna.

O que ocorreu das 21h30min às 23h30min do sábado foi um redespertar do públlico para um reggae cercado de camadas sonoras, letras inspiradas e inspiradoras e sucessos que todo o público cantava de cor. Foram 3,2 mil pessoas que cantaram junto e dançaram ao comando de Toni Garrido, que esteve a noite inteira emocionado com o público porto-alegrense.

A banda começou com a clássica canção “Pensamento”, com Toni Garrido exibindo a voz intacta para os seus 58 anos e o instrumental cheio de variações entre os instrumentos de cordas e o naipe de metais.

O som seguiu com “Downtown”, com os dizeres “Eu fui, eu fui, eu fui, pro outro lado de lá... Brasil-Jamaica”, que faz a grande conexão regueira das Américas. O detalhe lúdico é a base gravada com Shabba Ranks chamando “Cidaaaddde Negrrraaaa!” A terceira faixa foi “Minha Irmã”, que tem uma pegada positiva sobre predições, espiritualidade e o que faz a pessoa seguir na vida. Nesta música, a cozinha com o baixo de Bino Farias e o baterista Elber Santiago, mais a guitarra de Caesar Barbosa e os teclados de Alex Meirelles, fizeram um set melódico de arrepiar.

O show se seguiu com vários sucessos como “Firmamento”, “O Erê”, “Onde Você Mora? e as duas canções mais executadas de toda a história da banda nas plataformas digitais: “A Estrada” e “Girassol”. A primeira causando emoção na plateia cantando e dançando sem parar e a segunda puxando para o lado romântico. Destaque para os vídeos do VJ Duda, que preencheram de cor e sonhos o telão.

Depois de algumas canções não tão famosas, como “Perto de Deus” e “Podes Crer”, e versões de clássicos do reggae, como “Querem meu Sangue” (versão dos Titãs para The Harder They Come, de Jimmy Cliff, gravada pelo CN em 94) e “Johnny B. Goode”, a banda fez o set final com “Sábado à Noite e “A Sombra da Maldade” e houve a apresentação dos músicos e da equipe do show e a saída do palco sobre aplausos e gritos efusivos. Eles voltaram para o bis e foram ouvindo a plateia, que pedia “Casa”, “A Estrada”, mas foi com “Na Moral”, música do disco “Enquanto o Mundo Gira”, do ano 2000, que a banda encerrou o show, com Toni Garrido e Bino Farias agradecendo a vibração e a energia do público nesta noite memorável para a banda.

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