Bar Opinião lotado na terça-feira à noite, com um grande número de mulheres, o que é raro em shows de heavy metal. Mas elas se identificam com uma banda que tenha uma vocalista mulher, por isso apareceram aos borbotões para assistir ao show da banda holandesa Epica, que está em turnê de seu mais recente disco, The Quantum Enigma, o sexto de sua carreira iniciada em 2002.
E o espetáculo já ganhou pontos por começar exatamente no horário marcado, 21h. Nenhum minuto a mais, nenhum minuto a menos. A galera presente estava muito a fim de curtir ao show da banda, que faz uma mistura de heavy metal com música clássica, o chamado metal sinfônico, e muitos vocais guturais saindo da garganta do guitarrista e vocalista Mark Jansen. O som aproxima-se muito do death metal, não fosse a presença da bela e carismática vocalista Simone Simons, que faz um belo contraste com os vocais de Jansen. O restante da Epica é formado pelo tecladista Coen Janssen, o baterista Ariën van Weesenbeek, o guitarrista Issac Delahaye e o baixista Rob van der Loo. Todos simpáticos, distribuindo sorrisos e souvenires para a audiência, que não parava de fazer o sinal dos dedos indicador e mínimo – o maloik, mais conhecido como mão chifrada.
A banda teve o cuidado de fazer uma mescla de músicas de todos os seus discos. A pauleira começou com The Second Stone, passando por The Essence of Silence, Unleashed, Martyr of the Free Word, The Last Crusade. O grande momento surgiu quando da execução de Cry for the Moon, com a galera abrindo folhas de papel onde estava escrito o refrão pegajoso Forever and Ever.
O momento chato da apresentação foi quando a banda deixou o palco pela primeira vez, exatamente com uma hora de apresentação. É porque o baterista Ariën van Weesenbeek ficou sozinho para fazer o interminável , aborrecido e desnecessário solo de bateria. Isso é uma praga presente em qualquer show de rock, mas não estamos mais nos anos 1970 e nem num concerto do Led Zepellin. Deveriam proibir estas demonstrações de virtuosismo.
Mas voltando ao show, a Epica terminou o bis com Sancta Terra, Unchain Utopia e a longa e pesadíssima Consign to Oblivion. Enfim, foi uma bela apresentação, melhor do que a anterior da banda em terras gaúchas, em 2012. Os músicos estão mais seguros, mais soltos e despojados no palco. No final, um rapaz jogou uma bandeira enorme do Rio Grande do Sul. Os músicos abriram o estandarte e posaram para fotos, para uma assistência histérica com a simpatia deles. E ainda bem que ninguém cantou “ah, eu sou gaúcho”.
A Epica prossegue em sua tour apresentando-se hoje em Curitiba, dia seis no Rio de Janeiro, dia sete em Belo Horizonte e encerra com show em São Paulo no domingo, dia oito.
Banda Epica faz bela apresentação no Opinião
Grupo teve o cuidado de fazer uma mescla de músicas de todos os seus discos