Uma estranha coincidência pode bem explicar o novo disco da Matanza, "Odiosa Natureza Humana". O álbum saiu justamente na mesma época de episódios que chocaram o país: o massacre na escola de Realengo, no Rio de Janeiro, e o atropelamento dos ciclistas em Porto Alegre. "Não é uma crítica. Não estamos aqui para apontar o dedo na cara de ninguém, é justamente o contrário. Quem aponta hoje não se lembra a quantidade de besteiras que já fez", diz o vocalista Jimmy London. "É como se fosse uma pintura, o retrato de como somos hoje. Qualquer um pode explodir a qualquer momento, tipo aquele filme, ''Um Dia de Fúria''", completa. Como exemplo, está a primeira faixa do álbum, "Remédios Demais", que abre com os versos "Era pra frear e eu acelerei / Era só desviar, mas eu nem tentei". Dali se seguem, com velocidade e voracidade, músicas como "Escárnio", "Saco Cheio e Mau Humor", "Odiosa Natureza Humana" e "Conforme Disseram as Vozes".
A banda mostra o repertório do novo disco em shows neste sábado, em Igrejinha, no Tio Remi Rock Bar, e neste domingo, a partir das 20h, no Opinião, na Capital, com abertura da banda Zero Doze. O novo disco, quinto de inéditas, foi gravado no sistema analógico, em fitas de rolo, e ao vivo, em apenas três dias. O disco também está saindo em vinil. Donida, o principal compositor, não acompanha mais a banda nos shows. Agora, como guitarrista, está Maurício Nogueira.
Banda Matanza mostra novo disco em dois shows no RS
Banda mostra o recente disco, 'Odiosa Natureza Humana', sábado, em Igrejinha, e domingo, no Opinião