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Banda Velvet Sundown faz sucesso no streaming, mas pode ter sido criada por IA

“Grupo de rock” já lançou dois álbuns em menos de um mês e já conta com mais de 550 mil ouvintes mensais

Fotos da banda The Velvet Sundown são geradas por IA
Fotos da banda The Velvet Sundown são geradas por IA Foto : Spotify / Reprodução / Instagram

Uma novidade no mundo da música tem chamado a atenção: a banda The Velvet Sundown. Em menos de um mês, os músicos lançaram dois álbuns. O primeiro “Floating on Echos” foi liberado nas plataformas de streaming de áudio no dia 5 de junho, o segundo, “Dust and Silence”, no dia 20 de junho. E já anunciou um terceiro álbum, que deve chegar para o público no dia 14 de julho. As produções contam com 13 faixas cada. O que chocou os mais de 550 mil ouvintes mensais é que aparentemente a máquina de produção de álbuns – é isso mesmo, uma máquina. Ao que tudo indica, todas as músicas foram sintetizadas por uma Inteligência Artificial (IA).

Apesar de terem uma presença grande nos streamings, como Spotify e Deezer, os integrantes da banda – o vocalista e tocador de mellotron Gabe Farrow, o guitarrista Lennie West, o sintetizador Milo Rains e o percussionista Orion "Rio" Del Mar – jamais apareceram em vídeos, shows ou fotos. O que levantou dúvidas sobre a veracidade do quarteto. Então, surgiram fotos dos supostos músicos e daí veio a confirmação que todos esperavam: as fotos foram claramente geradas por IA, o que se nota pelas poses e trejeitos clássicos de uma imagem artificial.

O Deezer possuí uma ferramenta que detecta o uso de IA em músicas e criou um alerta para os ouvintes. “Conteúdo gerado por IA. Algumas faixas neste álbum podem ter sido criadas usando inteligência artificial”, lê-se em um aviso ao reproduzir músicas do The Velvet Sundown.

No perfil do Spotify a banda define o seu gênero musical: “O som deles mistura texturas do rock alternativo psicodélico dos anos 70 e do folk rock, mas se mistura perfeitamente com o pop alternativo moderno e as estruturas indie”, diz a descrição. Para o ouvido mais apurado percebe-se a semelhança com outros músicos, como Neil Young, The Beatles e The Cure.

Toda a polêmica levanta algumas questões sobre o uso de IAs nas artes. A discussão já apareceu quando, por exemplo, os desenhos com o estilo do Studio Ghibli gerados por inteligência artificial conquistaram as redes sociais, em março deste ano. Um perfil no Instagram criado em junho, mas que não está atrelado aos perfis oficiais do Spotify ou Deezer do Velvet Sundown, tem postado diversas fotos da banda, todas geradas por IA.

Nos comentários, muitos internautas criticam os músicos “imaginários” e carregam na ironia, enquanto outros, fazem questionamentos sobre o uso da tecnologia, “Estamos passando de uma ideia romântica de arte – feita de suor, erros, biografias complexas e carreiras construídas com dificuldade – para um modelo que visa a satisfação instantânea, onde um algoritmo pode prever, construir e entregar exatamente o que queremos ouvir”, escreveu um usuário italiano. “Música sem alma”, disse outro. Apesar do claro uso de IA nas imagens, o Instagram ainda não possuí algum tipo de selo para avisar que algum conteúdo foi criado ou editado por uma.

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