Arte & Agenda

Barão Vermelho faz turnê de reencontro com formação original

Grupo carioca, um dos maiores nomes do rock nacional dos anos 1980, apresenta-se hoje e amanhã, no Auditório Araújo Vianna com seus maiores hits

Quarteto original do Barão Vermelho, Maurício Barros, Roberto Frejat, Dé Palmeira e Guto Goffi, em maio, no show do Allianz Parque, em São Paulo
Quarteto original do Barão Vermelho, Maurício Barros, Roberto Frejat, Dé Palmeira e Guto Goffi, em maio, no show do Allianz Parque, em São Paulo Foto : Pridia / Divulgação / CP

O Barão Vermelho, uma das grandes bandas do rock brasileiro, surgida nos anos 1980, está fazendo uma turnê superespecial, que marca o reencontro da sua formação original. O grupo carioca sobe ao palco do Auditório Araújo Vianna (Osvaldo Aranha, 685), hoje e amanhã, às 21h. Restam ingressos só para hoje no eventim.com.br.

Com o intuito de resgatar a essência e o legado deixado pela banda, Frejat (guitarra e voz), Guto Goffi (bateria), Maurício Barros (teclados) e Dé Palmeira (baixo), acompanhados por Fernando Magalhães (guitarra), além de banda de apoio – fazem de “Barão Vermelho Encontro” um momento histórico para os fãs, com todas as fases do grupo e sucessos como “Pro Dia Nascer Feliz”, “Bete Balanço”, “Maior Abandonado”, “Codinome Beija-Flor”, “Por Você” e “Todo Amor Que Houver Nessa Vida” e até outras nem tão badaladas como “Política Voz” e “Declare Guerra!”. Cazuza foi o vocalista e compositor na fase inicial da banda de 1981 e 1985.

Este encontro em forma de turnê faz os quatro lembrarem da época do início dos anos 1980, na qual eles eram jovens que queriam tocar em várias bandas e encontrar um lugar ao sol, quando brilhavam Gang 90, Blitz, Lulu Santos e Sangue da Cidade. “O encontro traz boas daquela época de 1981, 82. Nós quatro somos muito ligados em música. Isso é uma coisa que me comove até hoje. E o Barão, com o Cazuza, quando juntamos aqueles cinco, tivemos a certeza, na primeira música, de que a gente tinha encontrado as pessoas certas e reunido uma formação poderosa”, comenta Guto.

Roberto Frejat segue na pegada do batera e fala de emoção nos shows do Rio e São Paulo: “Me emocionou muito, quando a gente estava fazendo o show o Allianz Parque (23/5), em determinado momento, eu parei para pensar e falei, que nos anos 80 nós éramos cinco garotos querendo tocar. E olha onde a gente foi parar, com um estádio cheio de gente para nos assistir. Foi tão emocionante que estava chovendo e de repente abriu o tempo e apareceu a lua.”

Primeiro show

Banda iniciada no final de 1981, com primeiro show somente em janeiro de 1982 numa escola do Condomínio Riviera Dei Fiori, na Barra da Tijuca, no Rio. Desde então, a banda ajudou a definir a identidade do rock cantado em português. Os três primeiros discos, “Barão Vermelho” (1982), “Barão Vermelho 2” (1983) e “Maior Abandonado” (1984), carregam os seus maiores hits até hoje e levaram o Barão a se apresentar em todo o Brasil. Porto Alegre recebeu dois shows dos Barões em 1982 no Taj Mahal, na avenida Farrapos, e um no Leopoldina Juvenil. “O Sul nos abraçou desde o início. A gente se lembra de ter estado aqui tocando no Taj Mahal em duas noites para lançar o primeiro disco em 82. Sempre teve a tradição roqueira do RS por bandas como Liverpool, Bixo da Seda. O Mimi Lessa é grande amigo nosso, vizinho do Frejat lá na Lagoa. O público gaúcho sempre teve essa cultura, talvez pela proximidade com a Argentina de curtir de verdade o rock. E o Barão sempre vinha lançar discos aqui”, diz Guto.

Briga em Porto Alegre

“Celebrar aquele encontro que ocorreu há mais de 40 anos e que nos transformou é uma alegria imensa”, destaca Dé. Maurício, por sua vez, lembra do Sul por um episódio de pugilato. “Num destes shows do Taj Mahal, os pais do Dé estavam morando em Porto Alegre e foram nos ver. Na última música do show, o Dé e o Cazuza se atracaram em cima da bateria e apresentação acabou em briga literalmente, se bem que isto é bem rock"n"roll. Os pais do Dé adoraram a cena e as cortinas vermelhas fecharam, com a cena mais forte lá dentro”, recorda Maurício. “A gente tem grandes amigos aqui e a gente sempre acompanha o Garotos da Rua, TNT, Cascavelletes, Cachorro Grande, meu querido amigo alemão Ronaldo, com a Bandaliera, A gente sempre teve uma relação de amizade com eles, além dos precursores, Bixo da Seda. É uma turma com a qual a gente sempre esteve junto. O RS gosta de verdade do rock"n"roll”, finaliza Frejat, comemorando o reencontro com os gaúchos.

Confira a entrevista de Luiz Gonzaga Lopes com os Barões:

Guia de Programação: a grade dos canais da TV aberta desta sexta-feira, dia 16 de outubro de 2026

As informações são repassadas pelas emissoras de televisão e podem sofrer alteração sem aviso prévio