Com 30 anos de trajetória na música, o baterista gaúcho, natural de Veranópolis, Júlio Sasquatt, 50 anos, apresenta seu projeto autoral: Júlio Sasquatt e os Zodíacos. O show acontece nesta sexta-feira, dia 7, às 20h30min, no Gravador Pub (Ernesto da Fontoura, 962), e marca a gravação do primeiro disco ao vivo do baterista. Júlio tem uma atuação sólida no rock gaúcho, foi produtor e baterista de Júpiter Maçã por seis anos, integrou a banda Blackbirds, de Veranópolis; foi produtor e baterista de Edu K (DeFalla) e é batera do projeto solo de Marcelo Gross (Cachorro Grande).
No show de hoje, o batera estará acompanhado dos músicos Rodrigo Tambara (teclados) e Marco Azevedo (guitarra), General Netho Vignol no contrabaixo.
"A ideia é aproveitar a estrutura do Gravador Pub, do Gabriel Salomão, que tem um palco grande, iluminação maravilhosa, tem a mesa digital para fazer a captação por multipistas, separadamente. Então vamos concluir esta espécie de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso nas universidades). No início, preparamos 13 temas, mas serão 11. A gente fez uns ensaios e vimos que algumas músicas ficaram longas e a nossa ideia é tocar por uma hora e meia. Em algumas músicas, vamos manter o formato como foi gravado e em outras vamos ter momentos de improvisação, vou deixar o Marco e o Tambara derreterem nos solos", destaca Júlio.
As composições autorais transitam pelo rock clássico, psicodélico, com identidade própria, contemporânea e minimalista. Entre as faixas, estão "Brother Zappa", "Avante Celtas", "O Groove do Montanhês", "Tira o Não da Frente" e "Mangueira de Pedra". A produção e apresentação será da comunicadora Karina Faria. Os ingressos estão no site da casa. O apoio é do Gravador Pub e Turkish Cymbals Brasil.
Origem do projeto instrumental
Sobre como surgiu a ideia de fazer um trabalho instrumental em que a bateria fosse a base da criação sonora, Júlio lembra: "A música instrumental está comigo desde os primeiros discos que escutava com 15 anos. Quando comecei a tocar profissionalmente, eu gravava em fitas cassete, mas nunca mostrava. Quando estava na Blackbirds, em Veranópolis, mostrei para os guris e eles gostaram e aconselharam a gravar, mas tocando com várias bandas, não tinha como parar. Aí veio a pandemia, e vi um vídeo sobre um batera, o Cozy Powell, que tocou com Whitesnake e Black Sabbath, que tinha um trabalho solo instrumental e comecei a mexer nas minhas fitinhas e a gravar com um microfone de forma caseira", conta Júlio. Ele vai mais adiante e lembra quando começou a passar as músicas aos amigos de banda: "Aí comecei a gravar com o celular e comecei a passar para o Netto Vignol e Marco Azevedo. Assim a gente foi montando as músicas e saiu o EP "Hipérbole Sonora", no fim de 2020, com quatro músicas e quatro clipes". Segundo ele, a recepção foi muito boa, as pessoas comentavam que não eram aquelas músicas instrumentais longas. "Passou a pandemia, fui lançando alguns singles e no dia 23 de outubro de 2023 fiz um show no Gravador Pub com a banda, foi o único até este de sexta. E fechou todas. Agora o público vai ver o próximo passo, da gravação do disco ao vivo", finaliza.