Os livros que compunham a biblioteca pessoal do enciclopedista e tradutor Donaldson Garschagen, morto em 2019 no Rio de Janeiro, estão no Rio Grande do Sul. As obras, entre elas diversos livros raros, fazem parte agora do acervo do Centro de Documentação e Memória, ligado ao Centro de Artes e Letras da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A biblioteca ficará à disposição dos pesquisadores no Espaço Multidisciplinar de Pesquisa e Extensão da UFSM Silveira Martins, no berço da Quarta Colônia de Imigração Italiana.
O termo de doação do acervo de Donaldson será assinado nesta terça, 8, às 11h, em Silveira Martins, por representantes da UFSM e a viúva do tradutor, Renata Guerra, que vem de Brasília, onde reside, para a cerimônia. Renata participa à tarde de outras atividades na UFSM. A viabilidade da vinda do acervo se deveu ao trabalho conjunto do professor da UFSM, José Luiz de Moura, e dos professores coordenadores do Centro de Documentação e Memória, Amanda Scherer, Verli Petri e Enéias Tavares, além dos familiares de Donaldson no Rio de Janeiro e RS.
Donaldson começou a traduzir em 1960 para a linha de livros da Seleções Reader's Digest. Sem deixar de traduzir para várias editoras, em 1968 ingressou na Encyclopaedia Britannica do Brasil, na qual trabalhou até 2006. Para a Companhia das Letras, traduziu dezenas de obras, entre as quais “Como Mudar o Mundo”, de Eric Hobsbawn, e “Vida de Escritor”, de Gay Talese.