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Bilheteria de “O Diabo Veste Prada 2” supera a do primeiro filme 10 dias após a estreia

Sequência marca o retorno de Anne Hathaway, Meryl Streep, Emily Blunt e Stanley Tucci aos personagens vividos em 2006

Longa estreou no Brasil em 30 de abril de 2026
Longa estreou no Brasil em 30 de abril de 2026 Foto : 20th Century Studios / Divulgação / CP

Duas décadas após transformar o universo da moda em um dos cenários mais icônicos do cinema contemporâneo, "O Diabo Veste Prada 2" chega aos cinemas impulsionado por um fenômeno que vai além da nostalgia. Em menos de duas semanas em cartaz, a continuação já arrecadou US$ 433 milhões (R$ 2,1 bilhões na cotação atual) nas bilheterias globais, ultrapassando toda a trajetória comercial do longa original de 2006, que encerrou sua exibição com US$ 326,5 milhões (R$ 1,6 bilhão).

O desempenho coloca o filme entre as cinco maiores arrecadações mundiais de 2026 e consolida a sequência como um dos principais sucessos comerciais do ano. O resultado também demostra a força da Disney no mercado cinematográfico, o estúdio se tornou o primeiro de Hollywood a ultrapassar a marca de US$ 2 bilhões (R$ 9,7 milhões) em bilheteria global neste ano.

Retorno conquista público antigo e nova geração

A sequência marca o retorno de Anne Hathaway, Meryl Streep, Emily Blunt e Stanley Tucci aos personagens que se tornaram referência na cultura pop e no imaginário da moda. Desta vez, a trama revisita o universo da revista Runway em um contexto completamente diferente daquele apresentado em 2006.

Andy Sachs agora é uma jornalista investigativa reconhecida, distante da jovem insegura que tentava sobreviver às exigências de Miranda Priestly. Mas o reencontro entre as duas acontece justamente em um momento de crise dentro da indústria editorial, pressionada pela ascensão dos influenciadores digitais, pela queda das revistas impressas e pelas transformações do consumo de moda.

A narrativa acompanha a tentativa de Miranda de recuperar a relevância da Runway em meio às mudanças do mercado. Para isso, ela e Andy iniciam uma nova parceria que leva as personagens até Milão, um dos centros mais simbólicos da moda internacional.

Bilheteria confirma força da franquia

O novo longa estreou acima das projeções e abriu com US$ 233 milhões (R$ 1,1 bilhão) mundialmente, registrando a segunda maior estreia global do ano para um filme hollywoodiano, atrás apenas de Super Mario Galaxy.

Nos Estados Unidos, a produção já soma US$ 144,8 milhões (R$ 708,9 milhões). No mercado internacional, arrecadou outros US$ 288,4 milhões (R$ 1,4 bilhão) em 51 territórios. A queda de público no segundo fim de semana foi considerada baixa para os padrões das grandes estreias recentes, indicando forte permanência nas salas e boa recepção do público.

Com orçamento estimado em US$ 100 milhões (R$ 489,6 milhões) sem contar os custos de divulgação, o filme já ultrapassou com folga o valor investido pelo estúdio. A expectativa da indústria é que a arrecadação final fique entre US$ 700 milhões (R$ 3,4 bilhões) e US$ 800 milhões (R$ 3,9 bilhões) ao término da exibição nos cinemas.

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Moda, influência digital e crise da mídia impressa

Mais do que revisitar personagens conhecidos, a continuação utiliza o universo fashion para discutir a transformação da comunicação contemporânea. A nova trama abandona parte do glamour idealizado do primeiro filme para abordar a fragilidade das revistas tradicionais diante da cultura digital e da lógica acelerada das redes sociais.

Roteiro

O roteiro apresenta uma Miranda Priestly menos intocável e mais pressionada por investidores, métricas e relevância online, elementos que refletem mudanças reais enfrentadas pela indústria editorial nas últimas décadas.

Ao mesmo tempo, o longa mantém características que tornaram o original um clássico moderno, figurinos elaborados, diálogos rápidos, humor ácido e conflitos profissionais intensos.

Recepção supera avaliação do primeiro filme

Além do sucesso comercial, "O Diabo Veste Prada 2" também apresenta desempenho positivo entre crítica e público. O filme registra mais de 77% de aprovação no Rotten Tomatoes e recebeu nota A do público no CinemaScore, resultado superior ao obtido pelo primeiro longa, lançado há vinte anos.

A sequência também estabeleceu novos recordes pessoais para Meryl Streep e Emily Blunt em mercados internacionais, tornando-se um dos maiores lançamentos da carreira das atrizes em arrecadação global.

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