Arte & Agenda

"Bill Dog" traz aos palcos referências clássicas do cinema

Espetáculo que remete aos filmes de Tarantino vai percorrer dez cidades gaúchas

Gustavo Rodrigues interpreta 38 personagens na peça ´Bill Dog´, em cartaz hoje em Porto Alegre
Gustavo Rodrigues interpreta 38 personagens na peça ´Bill Dog´, em cartaz hoje em Porto Alegre Foto : Fernanda Sabenca / Divulgação / CP
Personagens divertidos, velocidade vertiginosa, clima noir e referências cinematográficas são os ingredientes de “Bill Dog”, protagonizado por Gustavo Rodrigues, que percorrerá dez cidades gaúchas, pelo projeto Arte Sesc - Cultura por Toda Parte. Joe Bone assina texto e direção, junto com Guilherme Leme, na peça com sessões sempre às 20h, em cartaz nesta terça-feira, em Porto Alegre (Sesc Centro - Alberto Bins, 665); na quarta-feira, em Gravataí (Teatro Sesc); na quinta, em Cachoeirinha (Cesuca); no sábado, em Passo Fundo (Teatro Sesc); no domingo, em Carazinho (Colégio Aparecida); dia 22, em Fredericio Westphalen (Cine Floresta); 23, em Santa Rosa (Sesc); 25, em Alegrete (Centro Adão Ortiz Houayek); dia 27, em Santa Maria (Theatro Treze de Maio) e finalmente 28, em Venâncio Aires (Sociedade de Leituras).

O ator interpreta 38 personagens, acompanhado do guitarrista Márcio Tinoco, que toca a trilha ao vivo, para dar o clima a cada cena, numa brincadeira com a realidade do cinema. Para falar de um gângster que descobre estar sendo perseguido por um assassino, toda linguagem remete a filmes antológicos, como “Matrix” e “De Volta para o Futuro”. “A trama é atual e se passa em Londres, mas lembra filmes noir e bebe no estilo de Humphrey Bogart e Bruce Willys”, define Gustavo, que faz toda a sonoplastia, incluindo barulhos de tiros e explosões. Com uma pincelada de caricatura, os personagens vão do traficante espanhol bonachão, à la Marlon Brando, em “O Poderoso Chefão”, ao atrapalhado assassino, que acaba matando um homônimo, que estava descobrindo a cura do câncer.

Segundo o intérprete, a peça remete aos filmes de Tarantino e agrada especialmente aos adolescentes, “uma geração que tem velocidade de informação muito grande, através da Internet, e não tem o hábito de ir ao teatro”. Ele viu a versão original em Londres, onde está em cartaz há quatro anos e que teve três continuações, se apaixonou pelo projeto e resolveu montar a versão nacional, que estreou há um ano. Desde então, fez mais de cem apresentações, no Rio de Janeiro, ganhando o Prêmio de Melhor Ator, no Festival Internacional de Teatro de Angra (Fita). Apresentou também a peça, com as sequências 2 e 3, de Joe, devidamente legendadas, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

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