Influência para todo cenário rocker desde os anos 1980, do metal ao alternativo, o Black Flag se apresenta em Porto Alegre nesta quarta-feira, às 21h30min, no Opinião (José do Patrocínio, 834). E a ocasião é especial, já que a banda liderada pelo guitarrista Greg Ginn (único da formação original) vai tocas na integra seu clássico segundo álbum “My War” na íntegra.
Também estão previstos petardos de outros trabalhos em uma apresentação com mais de duas horas. Na mesma noite, outra influente banda também está escalada: a L7, quarteto feminino relacionado ao movimento riot girl, que deslanchou junto ao grunge dos 1990 e conquistou sucesso e respeito com faixas como “Pretend We’re Dead”. A L7 toca às 19h30min.
Ingressos para a noite história com Black Flag e L7 na capital gaúcha estão disponíveis na Sympla.
O Black Flag é nome de referência para o punk e pioneiro no hardcore. Criada pelo guitarrista Greg Ginn em 1976, na Califórnia (EUA), a banda tornou-se extremamente influente dentro do rock, do metal ao indie. Após chamar a atenção no cenário underground com dois EPs — “Nervous Breakdown” (de 1979 — com Keith Morris, que depois formaria o Circle Jerks, nos vocais) e “Jealous Again” (1980) — o grupo lançou o acelerado primeiro álbum “Damaged” (1980), que tinha o hoje lendário Henry Rollins como frontman.
Com seu segundo disco “My War” (1984), o Black Flag tornou-se realmente cultuado, a ponto de ser citado como influência por grupos como Nirvana, Mudhoney, Melvins e Queens of the Stone Age. Com “My War”, gravado como trio (Ginn ficou responsável pelas cordas, Rollins pelas vozes e Bill Stevenson, do Descendents, pela bateria), o conjunto apostou em uma sonoridade mais arrastada e pesada, estabelecendo caminhos que deram origem ao sludge e ao grunge. São nove músicas, sendo seis mais “tradicionais” (como “Can’t Decide” e “Beat My Head Against The Wall”) no lado A e três um tanto experimentais no B.
O grupo lançou outros álbuns importantes, como “Slip It In” (1984), “Loose Nut” (1985) e “In My Head” (1985). A maioria das artes de capa são de Raymond Pettibon, artista e irmão de Ginn, conhecido por criar o logo das quatro barras que identifica o Black Flag. Além de Ginn, a banda é formada por Harley Duggan (baixo), Charles Wiley (bateria) e o skatista profissional Mike Vallely (voz).
Banda L7
As meninas do L7 estão entre as pioneiras das bandas compostas só por mulheres desde o ano de 1985, quando iniciaram as atividades na Califórnia. No Brasil, o quarteto feminino surgido com o levante grunge despontou com o terceiro álbum “Bricks Are Heavy” (1992). É desse disco a consagrada “Pretend We’re Dead”, bem como os singles “Everglade’ e “Monster”. As garotas estrearam ao vivo no Brasil em 1993, como atração do Hollywood Rock. A última passagem do conjunto pelo Brasil foi em 2018, um ano antes de lançar "Scatter the Rats". A formação atual, que vem desde o fim dos anos 1980, tem Donita Sparks (vocais e guitarra), Suzi Gardner (guitarra e vocais), Jennifer Finch (baixo) e Demetra Plakas (bateria).