Apesar de um pouco de nervosismo, quando pediu para que os fotógrafos se afastassem do palco, a cantora de 57 anos apelou para a afetividade e disparou, entre as primeiras músicas, a clássica de 28 anos atrás: "She Bop", do disco "She's so Unusual" (1983). A música também ganhou uma versão em blues, quase um R&B. Logo depois, ela apresentou a banda, destacando a percussionista brasileira Lan Lan, que também virou sua intérprete das palavras em português, e emendou com outra clássica "All Trough the Night".
Após "All Trough the Night", Cyndi voltou a cantar os blues do álbum "Memphis Blues", com destaque para "Crossroads" e "Don't Cry no More". Ela interagiu muito com o público, cantando um "Parabéns a Você" para uma pessoa da plateia e também deixando a percussionista convidada Lan Lan brilhar durante boa parte do show.
O bloco final de músicas teve só sucessos com roupagens às vezes de blues e outras vezes meio reggae, meio afro. Na parte final do show executadas, Goonies R' Good Enough, Change of Heart, Girls Just Wanna Have Fun, Time After Time e Mother Earth, todas entoadas em coro pelo público.
Após agradecer a banda, Cyndi voltou para o derradeiro bis, cantando True Colors e tocando a sua slide guitar. Em meio à música, pediu "preces às pobres almas da Líbia e de outras partes do mundo", que sofrem com a ditadura e a violência. Um show de blues, pop e interatividade, no qual Cyndi agradeceu aos brasileiros pela sua riqueza rítmica: "Obrigado por partilharem esta riqueza comigo", agradeceu Cyndi, deixando o público com a certeza que rolou uma química durante esta noite.