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"Boi Neon" já arrebatou público em Veneza e Toronto

Filme com Juliano Cazarré estreou domingo no Brasil, no Festival do Rio

Na trama, Cazarré vive Iremar
Na trama, Cazarré vive Iremar Foto : Divulgação / CP
Premiado nos Festivais de Veneza e Toronto, "Boi Neon", de Gabriel Mascaro, estreou no Festival do Rio no último domingo mostrando que é mais uma prova da força e vitalidade do cinema pernambucano. Esses rapazes - o cinema do Recife é predominantemente masculino - adoram uma transgressão sexual.

O diretor vai além de Cláudio Assis, Camilo Cavalcanti, Lírio Ferreira. O filme dele expõe Juliano Cazarré em nu frontal, em cenas de sexo explícito. Cannes fez todo aquele escândalo por causa do sexo explícito em "Love", de Gaspar Noë. Não há por que omitir o que Mascaro mostra em seu longa, mas seria reducionista explicar a obra do jovem autor só por isso.

Ele invade com sua câmera o universo das vaquejadas. Juliano Cazarré faz Iremar, que integra o grupo que prepara para a arena. O grupo todo vive na estrada, disputando espaço no caminhão com a boiada. Iremar, Zé, Negão, Galega e a filha dela, Cacá. É um universo rude e brutal.

Iremar toca os bois, é intenso na cama. Mas tem mais. Há um polo de moda no sertão. E, nesse processo de industrialização têxtil, o macho opera no feminino criando moda. A grande cena de sexo nem é na cama, mas na mesa da fábrica em que se cortam as peças para compor as roupas. Além de Cazarré, o elenco tem Maeve Jenkings, Alyne Santanna e Vinicius de Oliveira.

Assista ao trailer: 

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