Com uma sonoridade que mescla o rock, reggae, rap e eletrônico com as suas próprias raízes caribenhas, o grupo já tocou em diversos festivais de prestígio, como o SXSW, Lollapalooza e Coachella.
Para Simón Mejía, baixista e fundador da banda, é justamente essa mescla de gêneros o grande destaque da música colombiana dentro do cenário mundial. “A Colômbia tem algo muito interessante em nível musical, graças a grande presença afro, que faz com que a sonoridade que sai daqui, por sua característica dançante, seja muito universal”, comenta.
Fãs assumidos de Seu Jorge, a Bomba Estéreo também admira o funk carioca, o movimento da tropicália, e o tecno brega. Com base nisso, Mejía destaca que o Brasil é muito parecido com a Colômbia quando o assunto é a diversidade de ritmos, e que a fronteira cultural entre os dois países está cada vez mais curta. “Somos países vizinhos, quase irmãos gêmeos culturalmente falando. Esperamos, através de shows e eventos como o El Mapa, estreitar cada vez mais a música e cultura dos dois países”.
Amanhã, é a vez dos pernambucanos da Mundo Livre S/A, que também bateram um papo com a gente, encerrarem a quarta noite do festival, no Opinião. Já no sábado, os elogiados goianos da Boogarins sobem ao palco do Teatro Bruno Kiefer para encerrar a edição 2014 do El Mapa.