O Brasil terá participação na entrega do Oscar no domingo. E será com um filme considerado azarão, a animação irlandesa "O Segredo de Kells". A produção disputa a estatueta com pesos pesados como "Up - Altas Aventuras" e "A Princesa e o Sapo". "Não acreditávamos nem na indicação, mas, como ela veio, não é improvável uma vitória. Do total de 75 minutos, que é a duração do longa, nós realizamos os desenhos equivalentes a 40 minutos", diz Marcelo de Moura, diretor brasileiro que é dono da LightStar, produtora com sede em Santos que colaborou na produção de Kells.
Produzido na forma tradicional, ou seja, à mão, o desenho conta a aventura do menino Brendon, de 12 anos, encarregado de escrever o mais fantástico dos livros. Como uma boa aventura, a história percorre uma floresta encantada habitada por uma serpente diabólica. "O grande interesse está no apelo universal da trama e, principalmente, no visual da animação, que não é convencional, computadorizado, mas artístico", acredita Moura.
O trabalho no Brasil começou em 2006 e durou quase dois anos. Para ser viabilizado, "O Segredo de Kells" foi produzido ainda na Bélgica (onde os desenhos brasileiros foram pintados) e na França (onde se fizeram os cenários e a composição final). "Tal distribuição barateia o custo final", conta Moura, lembrando que o filme custou cerca de US$ 8 milhões, uma bagatela diante dos US$ 150 milhões de Up. Kells estreia amanhã nos Estados Unidos e ainda não tem data no Brasil.
Brasileiros disputam Oscar de melhor produção
Animação ``O Segredo de Kells´´ disputa a estatueta com ``Up - Altas Aventuras´´ e ``A Princesa e o Sapo´´