A tragédia foi representada por “Solos Trágicos”, de Roberto Oliveira; Molière por “O Avarento”, do grupo Farsa e Brecht, por “Elefantilt”, da Cia. Babel. Samuel Beckett foi tema de “Play Beckett: Enquanto Espero, Jogo”, com o grupo Jogo de Experimentação Cênica. A versão de Paul Auster para a obra do dramaturgo irlandês foi o alvo de duas montagens do grupo Incomodete: “O Gordo e o Magro Vão para o Ceu” e “Dentrofora”. “Milkshakespeare”, que marca a volta da Cia. Faces & Carretos à cena e “O Homem que Não Vive da Glória do Passado”, com a faceta tecnológica da Cia. Espaço em Branco também concorrem. Representam a dança, “My House”, que mistura street dance e arquitetura e “Dar Carne à Memória”, que reconstitui o acervo da coreógrafa Eva Schul.
Em sua 5ª edição, o Braskem em Cena destinará R$ 20 mil ao Melhor Espetáculo; R$ 3 mil às categorias de Direção, Ator e Atriz e ainda prevê Melhor Espetáculo pelo Juri Popular, a partir da votação das urnas, nas saídas dos teatros. No ano passado, a nova geração foi valorizada em “O Sobrado”, do grupo Cero, Espetáculo vencedor e Daniel Colin, Melhor Ator; ao lado de talentos consagrados: Zé Adão Barbosa, como Direção, e Aracy Esteves.
Baseado na obra de Bertolt Brecht, “Cabarecht” revisita os cabarés alemães nas primeiras décadas do século XX, pontos de encontros de artistas e intelectuais politizados. Dirigido por Humberto Vieira e com um primoroso trabalho vocal, na interpretação de Cida Moreira, Sandra Dani, Antônio Carlos Brunet e Zé Adão Barbosa, o espetáculo resgata o decadente glamour da época, assim como a hipocrisia das classes dominantes.