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Bruce Lee é homenageado pelos 75 anos que completaria nesta sexta

Lutador teve morte prematura, aos 33 anos

Festival de filmes do astro segue até o dia 2 de dezembro na Capital
Festival de filmes do astro segue até o dia 2 de dezembro na Capital Foto : Reprodução / CP
Completam-se nesta sexta, 27, 75 anos do nascimento de Bruce Lee. Bruce quem? Você sabe, o mundo sabe. O maior lutador de artes marciais da história. O maior farsante. Como é possível que se diga isso? Porque é verdade. Bruce Lee criou um estilo próprio - o Jeet Kune Do - que o catapultou à glória.

A morte prematura, aos 33 anos, somente consolidou o mito. Mas, para os puristas do kung fu, a ocidentalização proposta por Lee para triunfar na 'América' fez dele o grande indesejado das artes marciais legítimas. Até hoje há quem jure que sua morte prematura, em 1973, após ingerir um simples analgésico, foi coisa da Máfia chinesa.

Velhas histórias serão desencavadas pegando carona no ciclo que a Sato Company promove em oito capitais brasileiras, incluindo Porto Alegre, para comemorar os 75 anos do lendário Bruce Lee. Até dia 2, serão exibidos em cópias remasterizadas, quatro dos filmes mais conhecidos do astro - "O Dragão Chinês", "A Fúria do Dragão", "O Voo do Dragão" e "O Jogo da Morte".

Tem gente que sabe tudo sobre Bruce Lee e, com certeza, já repassou esses títulos e percebeu - está faltando o filme pelo qual ele se tornou conhecido, e amado, em todo o mundo. "Operação Dragão", de Robert Clouse, de 1973. Para compensar, o evento exibe o documentário "Bruce Lee nas Próprias Palavras", de John Little.

Bruce Lee nasceu em São Francisco, em 27 de novembro de 1940. O ano do dragão, o signo, sagitário. Uma mistura explosiva. Dos nativos de dragão, costuma-se dizer que possuem grande mobilidade e energia sexual. De Bruce Lee, diz-se mais (quem diz? A voz corrente) que possuía garras de tigre, agilidade de macaco e impulso de gafanhoto.

Essas características, todas associadas a estilos de luta no kung fu, ajudaram a esculpir o mito. Ele começou a filmar, como ator mirim, no Oriente. Fez cerca de 20 filmes, dos 6 aos 18 anos. E, então, voltou à América para abrir uma rede de academias e ensinar as milenares artes de defesa dos orientais aos ocidentais.

Não apenas ensinar - Bruce Lee adaptou-as ao Ocidente. E não adiantou insistir que o kung fu é uma atitude, e que o interior é tão importante quanto o exterior. Para seus detratores, Bruce Lee foi um profanador. Viveu rápido. Drogado, rebelde, womanizer.

Conta a lenda que era viciado em sexo. E ai de quem cruzasse com ele, na academia, no ringue ou no set de filmagem, se não tivesse suas muitas doses diárias de 'esporte' favorito. A rede de academias estourou, ele se tornou tão conhecido que o kung fu foi parar na TV, no formato de série, mas Lee foi preterido por causa de um ator wasp, David Carradine.

Irado, voltou a Hong Kong e encontrou o produtor Raymond Shaw, com quem fez a série de filmes que lhe garante a imortalidade. Morreu em plena filmagem de "O Jogo da Morte", que o diretor Robert Clouse concluiu cinco anos depois, em 1978. Na tela, Bruce Lee arrebenta com um certo Chuck Norris, que também ia virar astro. Tudo isso é lenda, que a homenagem a Bruce Lee permite desencavar.

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