O governador eleito, José Ivo Sartori, esteve na Feira do Livro de Porto Alegre, neste domingo, atendendo a um convite da Câmara Riograndense do Livro. No encontro com representantes dos editores e livreiros do Rio Grande do Sul, o peemedebista não chegou a receber reivindicações do órgão, mas deve receber membros do setor nas próximas semanas.
Sartori disse que a visita ao evento foi uma primeira oportunidade para verificar as necessidades do setor de cultura no Rio Grande do Sul. “Vim para dar uma olhada e ver como a Feira funciona porque, em breve, teremos que colaborar com a próxima. Não sou muito intelectual, sou intelectual de orelha de livro, por isso, gosto de ver e perceber”, ressaltou. O governador eleito contou que pretende criar incentivos a novos escritores mas, questionado de que forma, pediu para esperar as definições.
A Câmara Riograndense do Livro pretende entregar um documento solicitando ações no sentido de implementar no Estado o Plano Nacional do Livro e Leitura, que prevê medidas como a formação de mediadores de leitura e inclusão de pessoas com deficiência, além de obter recursos para a montagem da Feira do Livro na Praça da Alfândega.
“A Feira do Livro sai do zero hoje. Depende única e exclusivamente de captações e de alguns órgãos públicos para ser colocada na praça. Um evento que completou 60 anos, dessa envergadura, não pode passar por isso constantemente”, destacou o presidente da Câmara, Marco Sena.
A Feira capta recursos da Lei Rouanet, Petrobras, Prefeitura de Porto Alegre, governo estadual e empresas privadas. O evento deste ano custou R$ 4,5 milhões em estruturas, segurança e cachês dos escritores.
Câmara do Livro prepara reivindicações ao futuro governo
José Ivo Sartori passeou pelo evento neste domingo