As equipes do “Câmera Record” mostram, neste domingo, 3 de maio, como brasileiros que realizam trabalhos imprescindíveis adaptaram a rotina para não parar diante das dificuldades impostas pela pandemia. Apresentado por Sérgio Aguiar, o programa vai ao ar todos os domingos, às 23h15min, após “Domingo Espetacular”.
Kenny Roger trabalha em uma distribuidora de remédios, onde é encarregado das câmaras frias, que armazenam medicamentos em temperaturas de até 27º negativos. Agora, elas também estão lotadas com testes da COVID-19. "Não dá para parar, porque nós mandamos os remédios praticamente para São Paulo inteira", diz.
O agricultor Davi afirma que teve muitas dúvidas sobre como continuar trabalhando. "Eu cheguei a pensar: ‘será que vale o risco? é necessário?’", revela. a resposta foi "sim", e ele não parou. Segue levando as verduras e legumes que produz para o maior centro atacadista de alimentos da América Latina, o Ceagesp, em São Paulo.
"Abastecer as famílias que não podem sair é um trabalho muito importante. E eu acho bacana que, de certa forma, acaba ajudando o país", afirma o empresário Anderson, responsável por uma distribuidora especializada em produtos de limpeza e higiene.
A médica veterinária Luciene também não interrompeu os atendimentos em um hospital para pets. Ela passou a levar para o trabalho a filha Johana, de 9 anos, que está sem aulas presenciais desde o início da quarentena e não tem com quem ficar. Para ela, o período de isolamento social torna o trabalho ainda mais importante. "O cão, o gato e outros animais são muito companheiros. Então, quando a gente cuida deles, a gente também cuida da família", afirma.
Flávio, de 54 anos, é frentista há 13 e, todos os dias, segue para o trabalho de ônibus e trem –uma rotina que não mudou durante a pandemia. Mas ele adotou os cuidados para não se contaminar e atender os clientes com segurança. "O que eu aprendi é encarar a realidade", diz.