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Camarote Mais Preza estreia com show do DJ Marlboro nesta sexta

Funk carioca pode ser conferido a partir das 23h

Camarote Mais Preza estreia com show do DJ Marlboro
Camarote Mais Preza estreia com show do DJ Marlboro Foto : Divulgação / Daryan Dorneles / CP Memória
Não é mais “som de preto e favelado”. O funk carioca já conquistou todos os públicos e tem quase tantas referências no Google quanto o estilo americano popularizado por James Brown nos anos 60. E um dos principais responsáveis por esse fenômeno é o DJ Marlboro, que divide as pick-ups da Farm’s (Cristovão Colombo, 545 – terraço do Shopping Total), em Porto Alegre, com o DJ Shark na estreia do camarote do Mais Preza na próxima sexta-feira, às 23h.

Marlboro tem 48 anos, idade suficiente para ser pai de boa parte do público que frequenta as baladas em que toca. Ele começou a discotecar nos anos 70 e lançou o primeiro CD em 1989, quando a Rússia ainda era União Soviética e o Sérgio Mallandro estava na moda. “Na época em que eu comecei não tinha glamour nenhum, funk ainda era considerado coisa de marginal. Se uma filha aparecesse em casa com um namorado DJ, o pai corria ele para fora”, brinca Marlboro .

Dizer que o perfil do funkeiro mudou não seria exatamente correto, mas é fato que o público aumentou consideravelmente. “Agora a classe alta também curte o funk, eu toco em festa de 15 anos de classe AAA. Mas isso tudo em função do trabalho que vem sendo desenvolvido por anos, as pessoas começam a respeitar”, disse.

Mesmo os shows fora do Brasil são frequentes, ele já tocou até na Polônia e na Eslovênia (que “parecia o Brasil”). “Em Paris, eu tocava é ‘É som de preto, de favelado’, e eles cantavam só o final, ‘ado, ado’ (risos)”, conta. O retorno do exterior é o que ele considera mais gratificante: “Vários artistas internacionais já disseram que curtem. A Madonna quando veio para o Brasil quis conhecer um baile funk... Esse respeito me deixa muito feliz.”

Essa não é a primeira vez que o Marlboro toca em Porto Alegre. O público, segundo ele, sempre foi muito receptivo. “Toda vez que eu fui aí foi pura euforia, alegria,a galera pulava e cantava as músicas. Não tem isso de gaúcho ser frio, não”. Ao lado dele vai estar o também carioca DJ Shark, que se não é exatamente um novato (foi eleito DJ Revelação por sites especializados em 2003 e já tocou com Já Rule e Lil Jon), ainda não alcançou a fama do antecessor. Para quem curte funk, será um encontro de gerações imperdível. Ingressos femininos a R$ 30 e masculinos a R$ 40 nas lojas Vulgo.

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