Pavan disse ainda que Paulínia continuará a apoiar e investir nos longas e curtas produzidos no Polo Cinematográfico, Festival de Dança, Concertos, Peças de Teatro e na Formação e Capacitação dos 1200 alunos que frequentam o Espaço Cultura. Segundo Pavan “as medidas foram necessárias para a economia do município, uma vez que a partir deste ano o Festival deveria ser 100% patrocinado por empresas privadas. Cerca de R$ 10 milhões que seriam investidos no Festival de Cinema, serão direcionadas para os trabalhos realizados na área social, como, construção de novas escolas, casas, saúde e nos programas do meio ambiente”.
Em suas quatro edições anteriores, o Festival de Cinema de Paulínia vinha se perfilando como um dos mais flamantes do País, dando fôlego financeiro e apoio técnico para diversas produções cinematográficas, a partir dos editais de produção que eram abertos anualmente. No ano passado, em sua 4ª edição, o filme "Febre do Rato", de Cláudio Assis, faturou prêmios de Filme, da Crítica, Ator, Atriz, Fotografia, Montagem e Direção de Arte. Irandhir Santos, premiado há dois anos como Melhor Ator por Olhos Azuis, foi novamente lembrado pelo júri. Já Direção e Roteiro, duas importantes categorias, foram vencidas por Selton Mello, por O Palhaço. Contando a história de um palhaço em crise existencial, o filme também venceu nas categorias Figurino e Ator Coadjuvante. "Trabalhar Cansa", exibido em Paulínia após ser projetado no Festival de Cannes, ganhou o Prêmio Especial do Júri. Já entre os documentários, "Rock Brasília", retrato de uma geração que criou uma cena cultural, foi escolhido o Melhor Filme pelo Júri, enquanto "Uma Longa Viagem" recebeu o prêmio da Crítica.
No total, o 4º Festival de Paulínia distribuiu R$ 800 mil em prêmios. Segundo números da organização, 12 mil pessoas compareceram nos sete dias de exibição, trazendo não só parte dos 80 mil moradores do município, mas também moradores dos arredores. Naquele momento, o crescimento do público surpreendeu a organização. Na exibição do filme "O Palhaço", de Selton Mello, houve a presença de um público de cerca de 2.500 mil pessoas, superior à capacidade do Theatro Municipal de Paulínia, que comporta 1.300 mil. Depois de longo tumulto, a organização decidiu repetir a sessão do longa, fato que se repetiu em outras noites.