Mas "Le Havre", do finlandês Aki Kaurismaki, é uma das principais apostas. O filme aborda com humor e fraternidade o polêmico tema da imigração clandestina. Eles estaria mais cotado entre críticos, na frente de "Árvore da Vida", do americano Terrence Malick, e a "A Pele que habito", de Pedro Almodóvar.
No filme desta sexta, Sean Penn vive um velho roqueiro gótico – lembrando Robert Smith, do The Cure – que deixa sua luxuosa mansão na Irlanda e sua esposa Jane, interpretada por Frances Mc Dormand, para ir ao enterro de seu pai. Chegando lá, decide sair à caça de um guarda nazista que atormentou seu pai no campo de Auschwitz, durante a Segunda Guerra Mundial.
O longa de Sorrentino recebeu alguns poucos aplausos na sala, mas a atuação de Penn, com um ar de quem abusou das drogas e que quilos de maquiagem fazem parecer quase um travesti, seduziu a crítica internacional. Alguns jornalistas e críticos não descartam que "This Must Be the Place", rodado em inglês e com atores americanos, e que inclui as sempre terríveis e impactantes imagens do Holocausto, possa receber no domingo a Palma de Ouro.
O Festival de Cannes "se politizou" neste ano após o escândalo de Lars von Trier. Ele causou comoção na quarta-feira ao afirmar que sentia "certa simpatia" por Adolf Hitler. As frases fizeram os diretores do Festival considerá-lo "persona non grata", apesar do pedido de perdão do cineasta, que continua na disputa pela Palma de Ouro.