Entre os outros longas premiados está "Polisse", da francesa Maïwenn, de 35 anos, que foi a diretora mais nova a apresentar seu filme na seleção oficial. "Estamos de acordo para afirmar que este foi 'O' filme que tinha a grandeza, a amplitude, as intenções e o impacto que convém para o que pode se esperar de uma Palma de Ouro", explicou Robert De Niro, presidente do júri do festival.
A americana Kirsten Dunst, de 29 anos, levou o prêmio de melhor atriz, no seu papel de noiva depressiva no filme "Melancholia", obra que foi bem recebida pelos críticos apesar de seu diretor, Lars Von Trier, ter sido considerado "persona non grata" no festival ao causar um escândalo com suas declarações polêmicas sobre Hitler.
O presidente do júri, que foi aplaudido de pé pela platéia do Palácio dos Festivais no início da cerimônia, também arrancou gargalhadas ao tentar falar num francês aproximativo, chamando de "champignons" (cogumelos) seus companheiros (em francês, "compagnons") do júri. Entre eles, estavam os atores Jude Law, Uma Thurmann e o diretor Olivier Assayas, que assistiram aos 20 filmes da seleção oficial.
Para o Grande Prêmio, o júri não quis se contentar com apenas um filme: "Uma vez na Anatólia", do turco Nuri Bilge Ceylan e "O garoto da bicicleta" de Luc e Jean-Pierre Dardenne foram coroados. Os irmãos belgas, que já venceram duas vezes a Palma de Ouro e já tiveram cinco filmes na seleção oficial, foram premiados em todas as edições em que participaram.
Quem voltou de Cannes sem nada foi o espanhol Pedro Almodovar, que não convenceu com o thriller "A pele que habito".
Outros filmes não foram premiados apesar de ter causado ótima impressão durante o festival. Entre eles, "Le Havre", drama social do finlandês Aki Kaurismäki, que narra a história de um imigrante africano, e "This must be the Place" do italiano Paolo Sorrentino, que contou com uma grande atuação de Sean Penn.
A atriz francesa Mélanie Laurent, mestre de cerimônia da noite, homenageou os diretores iranianos Jafar Panahi e Mohammad Rasoulof, "ausentes pela vontade do seu governo".