"Willkommen, bienvenue, welcome !", exclamou Mitterrand, retomando a célebre acolhida do mestre de cerimônia de "Cabaret", o filme de Bob Fosse (1972) que rendeu a Liza Minnelli o Oscar de melhor atriz. "Basta ouvir seu vibrato pleno de calor para perceber, também, o ruído surdo da Nova Iorque que não dorme. Basta surpreender uma inclinação de seu olhar e é a Broadway em suas letras de ouro que cintila", destacou, na presença de amigos franceses da estrela, entre eles Line Renaud e Michou.
O ministro da Cultura elogiou, também, o compromisso de Liza Minnelli com grandes causas humanitárias, entre elas a luta contra a Aids : "O hino à vida e à liberdade, presente em cada uma de suas canções, contribuiu certamente para transformá-la em ícone de todas as comunidades, em especial da comunidade gay", salientou Frédéric Mitterrand.
Com a voz alquebrada pela emoção, a filha de Judy Garland e do cineasta Vincente Minnelli afirmou, tanto em francês quanto em inglês, que "era uma imensa felicidade fazer parte da França, este país de sonho". "Quando era criança, meu pai me ninava com as seguintes palavras: 'um dia, aprenderá a dançar, usará um lindo vestido e viverá na França'. O sonho se realizou. Quero agradecer a todos terem se preocupado comigo, partilhado comigo deste jogo de tênis que é a vida", celebrou ela, dedicando o momento a seu amigo, o cantor Charles Aznavour.