Convidada do Projeto Casa Virtual, em edição especial dos 30 anos da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), a cantora Maria Rita interpreta canções de seu repertório e releituras de músicas consagradas na voz da sua mãe, Elis Regina (1945 – 1982), nesta quarta-feira, às 20h.
Com transmissão ao vivo pelo Instagram @ccmarioquintana, antes da apresentação, às 19h, o jornalista Juarez Fonseca recebe, para um bate-papo, Camila Lopez, estudiosa da obra de Elis e com um espetáculo em tributo à cantora. A conversa trata do legado de Elis e da importância do acervo, um dos maiores deste gênero sobre a obra da artista.
A ação encerra o mês de comemoração dos 30 anos da CCMQ – que iniciou as atividades em 25 de setembro de 1990 – e reafirma as diretrizes da instituição na valorização e preservação do patrimônio cultural. “A ideia é dar visibilidade a esse rico acervo e instigar o público a visitá-lo tão logo a Casa de Cultura reabra para visitação”, diz o atual diretor da CCMQ, Diego Groisman.
O Acervo Elis Regina é um dos espaços do centro cultural e reúne uma coleção de discos de vinil em diferentes formatos, fotografias, revistas, recortes, cartazes e documentos em suporte tradicional. Alguns desses itens pertenceram à cantora, ou foram produzidos por ela. “A exposição é formada por mobiliários específicos, que apresentam uma trajetória cronológica da obra artística de Elis Regina a partir de discos e fotografias”, detalha Alexandre Veiga, diretor do Núcleo de Acervo e Memória da Casa.
Entre os destaques estão uma cópia da certidão de nascimento da cantora, de 1945, e fotografias que registram seus primeiros anos em Porto Alegre. Também há revistas que destacaram momentos da vida da cantora e vários itens que indicam a forte presença de Elis na oposição ao regime militar no Brasil. O acervo guarda ainda registros como as lembranças da performance de “O Bêbado e a Equilibrista”, que se tornou o hino da Anistia, em 1979.