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Capital conhece visão de Tim Burton para "Alice no País das Maravilhas"

No longa, Alice tem 19 anos e seu desejo de "fuga" do mundo real se dá quando descobre que um casamento foi arranjado para ela

Capital conhece Alice de Tim Burton
Capital conhece Alice de Tim Burton Foto : Divulgação
A versão de Tim Burton para o clássico da literatura infanto-juvenil "Alice no País das Maravilhas" tem estreia prevista para a próxima sexta-feira. Amanhã, por volta da meia-noite, haverá pré-estreias em algumas salas. Este longa é uma adaptação da história escrita por Lewis Carroll, publicada pela primeira vez em 1865. Se na versão original Alice é uma menina, agora (vivida por Mia Wasikowska) tem 19 anos. Seu desejo de "fuga" do mundo real se dá quando descobre que um casamento foi arranjado para ela sem que fosse consultada, e o noivo não é o que esperava.

Seu pai, a quem mostra ter muito afeto nas cenas iniciais do filme, já morreu, e Alice vive com a mãe. É quando um coelho com relógio na mão aparece. Alice o segue e acaba revisitando o lugar onde teria estado na infância, o que o diretor chama de "Underworld" ou mundo de baixo. Esta viagem da personagem serve como um rito de passagem para que ela se fortaleça para tomar as próprias decisões e não aceitar que tomem por ela. Torna-se, portanto, um processo de amadurecimento da protagonista, que mostra ideias à frente de seu tempo sobre a independência da mulheres.

O longa chega em cópias 3D e tem seu apelo estético como ponto forte. Mas, ao decorrer da trama, se torna um tanto cansativo, com Alice conhecendo figuras estranhas e inexistentes no mundo real, como a Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter), que tem a sua cabeça em tamanho desproporcional ao corpo e possui como soldados cartas de baralho ambulantes. Ao longo do tempo, muitos enxergaram na obra de Carroll uma crítica ao sistema monarquista, outros acreditavam que o nonsense da trama se opunha ao racionalismo que surgia com força total na época do escritor. Mas, no caso do filme, os personagens não se tornam carismáticos o suficiente, apesar do ótimo time de atores.

O filme também tem tons escuros, o que pode ser interpretado como uma característica do diretor. Mas técnicos também têm levantado a questão de que filmes que são produzidos em 2D e depois convertidos para 3D podem perder um pouco do brilho, o que pode ter sido o caso.

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