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Cara ou coroa? Cientistas dizem que chances não são tão neutras

Estudo publicado no Canadá diz que método pode ser manipulado

Cara ou coroa? Cientistas dizem que chances não são tão neutras
Cara ou coroa? Cientistas dizem que chances não são tão neutras Foto : AFP
O jogo de cara ou coroa, maneira comum de resolver questões que exigem a idoneidade do acaso, não é um método totalmente neutro e pode ser manipulado por quem joga a moeda, segundo um estudo publicado no Canadá por dois médicos.

Matthew Clark e Brian Westerberg, que publicaram seu estudo no Journal de la Association Médicale Canadienne (CMAJ), pediram a 13 pacientes da clínica St. Paul da Universidade da Columbia Britânica, em Vancouver (oeste), que jogassem uma moeda no ar 300 vezes com o objetivo de fazê-la cair com a cara para cima.

Segundo os pesquisadores, todos os participantes - que receberam uma breve explicação sobre a maneira correta de lançar a moeda - conseguiram fazer com que o resultado desejado saísse mais vezes. Sete deles conseguiram uma preponderância significativa, e o melhor conseguiu 68% de resultados positivos.

"Esta pesquisa mostra que quando os participantes recebem instruções simples sobre o lançamento da moeda e têm alguns minutos para treinar, mais da metade deles é capaz de orientar o resultado em proporções significativas", indicaram os médicos.

Entre os temas tratados pelo Journal de la AMC estão também a influência da chuva sobre os resultados de provas universitárias, as chances de deter um ataque de zumbis e o impacto dos nomes de uma doença sobre a reação do público, com a sugestão de que usar "peste negra" seria muito mais eficaz que "H1N1" para mobilizar a população.

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