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Carlos, o Chacal critica filme sobre sua vida

Para terrorista, a película contém falsificações voluntárias e irrisórias

Carlos, o Chacal critica filme sobre sua vida
Carlos, o Chacal critica filme sobre sua vida Foto : AFP
O venezuelano Ilich Ramírez Sánchez, conhecido "Carlos, o chacal", criticou nesta sexta-feira o conteúdo do filme sobre sua vida que será exibido no Festival de Cannes porque contém "falsificações voluntárias e irrisórias". "É uma manipulação, é uma mentira voluntária", insistiu, referindo-se à película que na próxima quarta-feira será exibida pela emissora francesa Canal + e que será lançada no início de junho nos cinemas da França.

O terrorista Carlos Ilich Ramírez Sánchez, o Chacal, capturado em 1994, em Cartum, foi condendo a três penas de prisão perpétua pela justiça francesa pelo assassinato, em 1975, de dois policiais e um informante na capital francesa. Em janeiro do mesmo ano, disparou no aeroporto parisiense de Orly contra um avião da companhia israelense El Al, sem atingi-lo.

Lenda do terrorismo internacional dos anos 70 e 80, Ilich Ramírez, nascido em Caracas, em 1949, era membro da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), esteve vinculado ao espectacular sequestro, em 1975, em Viena, de 11 ministros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

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