Arte & Agenda

Carlos Villalba e três músicos argentinos se apresentam em Porto Alegre

Músico argentino estará com Lautaro, Nicolás e Nahuel para mostrar "Gira Músicas del Sur"

Carlos Villalba e três músicos argentinos mostram músicas de seus novos discos em "Gira Músicas del Sur"
Carlos Villalba e três músicos argentinos mostram músicas de seus novos discos em "Gira Músicas del Sur" Foto : Nicolás Trombetta / Divulgação / CP
A ligação do músico Carlos Villalba com o Rio Grande do Sul já passa de duas décadas, desde que, como produtor, começou a trazer espetáculos argentinos de teatro, música e tango para eventos como o Porto Alegre em Cena e o Festival de Inverno de Porto Alegre, além do Buenos Aires em Porto Alegre, entre outros. Amigo da maioria dos músicos e pensadores gaúchos, como Arthur de Faria, Bebeto Alves, Vitor Ramil, Sergius Gonzaga, Luciano Alabarse, Villalba lançou em maio deste ano o seu segundo disco, intitulado "Roma".

Com o primeiro, "Nomeolvides", de 2010, Villalba se apresentou na Capital durante o Porto Alegre em Cena, em 2011. Pois nesta quarta-feira, Carlos Villalba, Nicolás Rallis, Lautaro Matute e Nahuel Carfi mostram as músicas dos seus mais recentes discos no Café Fon Fon (Vieira de Castro, 22), de Luizinho Santos e Bethy Krieger, pela "Gira Músicas de Del Sur", que segue na sexta-feira, com apresentação às 21h, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo.

Para esta apresentação em solo gaúcho, os quatro amigos argentinos terão a participação dos músicos gaúchos Bebeto Alves, Luis Carlos Borges e Arthur de Faria. Informações e reservas pelos fones (51) 99308-0285 e 99372-7362. Antes, nesta terça, às 21h, os músicos dão uma canja no Sarau Elétrico do Ocidente (João Telles esquina Osvaldo Aranha), comandado por Kátia Suman sobre escritores da América Latina.

As músicas do disco "Roma" são 10. A faixa-título trata de um homem que beija uma mulher em Roma: "Te voy a besar en Roma, te voy a besar vestida, bajo la lluvia. Me voy a quedar despierto, como los peces blancos, como las malas flores de Baudelaire". Os poemas "Flores do Mal e "Bendição", de Charles Baudelaire, aparecem com a voz impostada e marcante de Alberto Muñoz. O violão e a guitarra de Alan Plachta, responsável pelos arranjos, direção e produção musical do disco, estão na maioria das músicas, como a apaixonada "Marruecos": ( "¿Quién ha robado, allá en Marruecos, la noche vestida? ¿Quién cambia una moneda de amor por una daga para morir en Marruecos? ¿Quién cambia? ¿Quién cambia? ¿Quién cambia a quién?"); e outras canções como "Soledad", "Lengua Bendita", "Silencio" e "Hoja del Aire", com o lirismo, o romance e arranjos precisos que remontam ao primeiro disco "Nomeolvides".  

Nicolás Rallis com seu violão e voz apresenta músicas do seu disco lançado no primeiro semestre, "Estábamos Tan Tristes que no Podíamos Cantar", que foi gravado durante uma madrugada e um amanhecer de novembro de 2015 na praia de Villa Gesell, perto de Mar del Plata, na Argentina.. Destaque para as músicas "Una Nueva Canción' e "Multitud". Lautaro Matute também com violão, guitarra e voz mostra músicas de discos como "Día a Día", lançado este ano, como "Ana", "Mochila" e "Selva Ciudad". Ao piano e voz, Nahuel Carfi e os amigos do trio devem executar composições mais jazzísticas do seu álbum "Pianos", também deste ano, como "Ay Amor", "Solo los Besos" e "Diciembre".   

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