Detalhes em neon que brilhavam no escuro, elementos como água, fogo e fumaça, além de alegorias com partes móveis foram alguns dos recursos usados pelas escolas de samba que desfilaram na primeira noite do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, entre a noite de domingo e a madrugada desta segunda-feira.
A escola que abriu os desfiles foi a Unidos de Padre Miguel, a grande vencedora da Série Ouro de 2024 e que retorna à elite depois de mais de 50 anos, já que a última participação foi em 1972. A agremiação vermelho e branca entrou na Sapucaí às 22h, com o enredo Egbé Iyá Nassô, uma homenagem a Iyá Nassô, uma das fundadoras do Candomblé da Barroquinha, na Bahia. Um dos elementos mais marcantes foi o Boi Vermelho.
A segunda escola a desfilar foi a Imperatriz Leopoldinense, de Ramos, na zona Norte da cidade, que tem nove títulos do grupo de elite, sendo o último em 2023. O enredo foi Ómi Tútu ao Olúfon - Água fresca para o senhor de Ifón. A terceira escola a desfilar foi a atual campeã, Unidos do Viradouro, e Niterói, no Grande Rio, que busca seu quarto título com o enredo Malunguinho: o Mensageiro de Três Mundos.
O desfile contou com diversos recursos como adereços em neon, que brilhavam no escuro, além de carros alegóricos com água, fogo e fumaça. Foi Estação Primeira de Mangueira que encerrou os desfiles da primeira noite do Grupo Especial. A escola, que é dona de 20 títulos, quer levantar a taça novamente, depois de seis anos, com o enredo À Flor da Terra - No Rio da Negritude Entre Dores e Paixões. Um dos carros alegóricos trouxe diversas caixas de som empilhadas, remetendo aos sons e danças que hoje ecoam nas ruas, como o passinho, o samba e o funk.