Bailes de salão voltam a ganhar força no Carnaval de Tramandaí
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Bailes de salão voltam a ganhar força no Carnaval de Tramandaí

Festa foi uma alternativa para foliões nesse sábado

Por
Chico Izidro

Baile de salão é uma alternativa para quem curte lugares mais tranquilos e fechados

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A noite de sábado em Tramandaí estava muito movimentada, com muitos moradores e veranistas andando por suas ruas. Muitos deles fantasiados, prontos para aproveitar o Carnaval. Neste ano os bailes de salão voltaram a mostrar a força e receberam centenas de foliões. Também houve festa no calçadão à beira-mar, que reuniu milhares de pessoas no Carnalegria.

No Sociedade Amigos de Tramandaí (SAT) , a moradora local Cristina Ossig da Luz decidiu recuperar uma tradição antiga, e que não se via mais, conforme explicou: “Antigamente tinham os blocos de salão, e de repente tudo se perdeu. No ano passado consegui reunir uns amigos para vir ao SAT e foi muito legal. Então este ano decidimos voltar e trouxemos mais gente”.

“Nossa ideia é pular e dançar até amanhecer e depois, se tivermos fôlego, fazer a finaleira na beira do mar”, disparou ela, à frente do bloco Confraria do Fizz..

No Clube Geraldo Santana, o casal Vladimir Carlin e Mariza Pires, de Porto Alegre, disse preferir os bailes de salão “por serem mais tranquilos e também seguros”. “A gente gosta bastante de carnaval, e em Porto Alegre vamos nos bailes do Clube do Professor Gaúcho. E hoje (sábado) está muito bom aqui, agitado, as pessoas animadas”, observou.

“O carnaval aqui no Geraldo Santana se caracteriza por ser familiar. Nosso objetivo é manter aquela coisa do carnaval antigo, com as marchinhas tradicionais e as pessoas felizes”, destacou o presidente do clube, Ivo Izolan.

Nestes dois ambientes, se destacava exatamente aquelas músicas antigas, as tradicionais marchinhas e suas letras hoje polêmicas – mas os foliões não pareciam se importar com o politicamente incorreto.

Já no Carnalegria, no Calçadão à beira-mar de Tramandaí, uma grande diferença em relação ao som, que estava sendo feito por DJs: música eletrônica e funks.

Os foliões estavam usando as mais variadas fantasias, como homens vestidos de mulheres, elas de enfermeiras, e outras roupas mais ousadas. Um até estava trajando uma túnica, vestido sim, de Jesus Cristo ocidental, com os longos cabelos e barba loiros.  “A coisa é chocar mesmo, mas também se divertir até amanhecer”, afirmou o jovem Jonatas Rodrigues Corrêa, de vestido, peruca ruiva e batom.