Carnaval

Carnaval de Rua de Porto Alegre vai se estender por um mês, com horário limite até 21h

Festa ocorre de 18 de fevereiro até 19 de março - calendário oficial deve ser divulgado até sexta-feira

Carnaval de Rua de Porto Alegre vai se estender por um mês, com horário limite até 21h
Carnaval de Rua de Porto Alegre vai se estender por um mês, com horário limite até 21h Foto : Samuel Maciel / CP Memória
A Prefeitura definiu o calendário do Carnaval de Rua de Porto Alegre, que vai se estender por um mês: de 18 de fevereiro a 19 de março. O horário limite para os carros de som é 21h – a dispersão dos participantes, no entanto, foge do controle do Executivo. O calendário oficial e o número de blocos que se cadastraram devem ser divulgados entre esta quinta e sexta-feira, mas a Prefeitura estima que sejam cerca de 20 blocos. Nos últimos anos, o evento teve cerca de 300 mil participantes.

Conforme o coordenador de manifestações populares da Prefeitura de Porto Alegre, Érico Leoti, o calendário só foi definido nessa quarta após acordo com o Ministério Público. O Executivo, como nos últimos anos, vai desembolsar apenas o valor referente ao serviço público, com atuação da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) nas orientações de trânsito, do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) na limpeza da cidade e da Guarda Municipal na segurança. A Brigada Militar também vai garantir o patrulhamento.

No ano passado, foram gastos R$ 163 mil pelo Executivo com os serviços públicos. Para este ano, conforme Érico, o valor ainda não foi definido – mas vai ser gasto somente no trabalho de responsabilidade da Prefeitura. “Nenhuma manifestação relacionada ao Carnaval em 2017 terá qualquer tipo de aporte financeiro da Prefeitura. Para o Carnaval de Rua dos blocos, nós já não tínhamos aporte de recursos financeiros da Prefeitura. A questão da infraestrutura necessária para blocos já estava sendo bancada a partir de iniciativas formadas pelos blocos com a iniciativa privada”, explica.

O representante da Liga das Entidades Burlescas da Cidade Baixa, Ian Angeli, explica que nove dos dez blocos captaram recursos através de projetos feitos por produtoras. A liga já definiu programação e descartou problemas na organização. Os blocos são responsáveis, por exemplo, pela estrutura do evento, como a disponibilização de banheiros químicos.

A reportagem não conseguiu contato com a Liga dos Blocos Descentralizados, nem com blocos independentes que poderão participar da festa.

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