Lorivan Ribeiro, da equipe da União da Vila do IAPI, explica que organizar as alas e as alegorias antes do início do desfile é crucial para "entrar na avenida com o pé direito".
Enquanto alguns ajudam a comissão de frente a se posicionar, outros orientam a bateria e o carro abre-alas. "Aqui a gente já tem que estar atento a tudo que acontece para evitar erros lá na frente", diz Ribeiro ainda na concentração.
Sete minutos antes dos portões abrirem para a entidade desfilar, ele mantém a calma e garante que o grupo está ali apenas para apoiar. "A gente ensaia o ano inteiro para que todo mundo saiba bem o que fazer, ficamos ali apenas para o caso de precisarem de algo, ou de alguma coisa não sair como o previsto", afirma.
No entanto, Ribeiro e seus colegas de IAPI e de todas as outras escolas caminham ao lado de cada ala e alegoria, conferindo espaços, alinhamento e ditando o ritmo marcado pelas baterias.
No caso da IAPI, penúltima escola a desfilar na madrugada deste domingo, o grupo ainda teve que arrumar o topo de um dos carros alegóricos, que saiu do lugar durante o deslocamento para o Porto Seco. Em uma atividade coletiva, o problema foi resolvido e a atenção se voltou a tantos outros detalhes que, para Ribeiro, nunca passam despercebidos pelos jurados.