Carnaval

Mais curtos, desfiles começam neste domingo no Rio

Liga Independente das Escolas de Samba mudou regulamento para o Carnaval deste ano

Vencedora de 2016, Mangueira desfila neste domingo
Vencedora de 2016, Mangueira desfila neste domingo Foto : Yasuyoshi Chiba / AFP / CP
Menos paradas em frente às cabines dos jurados, menor duração dos desfiles, menos sambistas, escolas de samba menores. Com o objetivo de tornar as apresentações mais ágeis e atraentes aos olhos do público da Sapucaí, a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) mudou o regulamento para o Carnaval deste ano. A partir deste domingo, quando bcomeça o desfile no Rio, haverá menos gente na passarela, por menos tempo.

O início dos desfiles foi atrasado em meia hora. Eles começarão às 22h. Em vez de 82 minutos, as agremiações terão 75 minutos na Passarela do Samba. Por isso, todas tiveram de enxugar o número de integrantes, em média, em 10%. Serão cerca de 5 mil pessoas a menos na pista, o que equivale a pouco menos de duas escolas.

A Mangueira, que tinha um dos maiores contingentes, cortou cerca de mil pessoas, chegando a 3,5 mil, que é o recomendado pela Liesa. As alas minguaram. Na Beija-Flor, um setor inteiro foi eliminado, para que de 4 mil componentes saíssem 500. A Imperatriz passou de 3,1 mil para 2,8 mil e será uma das menores escolas.

Outra mudança, também para dinamizar os desfiles, foi a redução do número máximo de carros alegóricos permitidos - eram sete, agora são seis. As cabines dos jurados continuam sendo quatro, mas agora duas estarão juntas. As novidades fazem de 2017 um laboratório na Sapucaí, definem carnavalescos, dirigentes e a própria Liesa.

Primeiro dia

Neste domingo, desfilam Paraíso do Tuiuti, Grande Rio, Imperatriz, Vila Isabel, Salgueiro e Beija-Flor. Esta e a Imperatriz levarão suas tribos indígenas à Sapucaí - a primeira enaltece a Iracema de José de Alencar; a segunda canta Xingu, o clamor da floresta. Outra coincidência é observada entre a Vila Isabel e a Unidos da Tijuca, cujo desfile é na segunda-feira. Enquanto a Azul e Branca de Martinho da Vila passeia pelos gêneros musicais negros das Américas, a Tijuca criou uma fantasia poética sobre um encontro entre os gênios Louis Armstrong e Pixinguinha. Já o Salgueiro canta A Divina Comédia do Carnaval.

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