Carnaval

Paraquedistas da Portela marcam segundo dia do Carnaval no Rio

São Clemente abriu desfiles com lendas do Acre e Portela "alçou voo" na Sapucaí

São Clemente homenageou carnavalesco Fernando Pamplona, que morreu em 2013
São Clemente homenageou carnavalesco Fernando Pamplona, que morreu em 2013 Foto : Vanderlei Almeida / AFP / CP
O segundo dia do Carnaval do Rio de Janeiro teve a São Clemente abrindo os trabalhos, desta vez com a Sapucaí sem chuva. A escola homenageou o carnavalesco Fernando Pamplona, que trabalhou no Salgueiro e morreu em 2013. E o desfile começou "assutando" as arquibancadas, com as assombrações do folclore do Acre que marcaram a vida de Pamplona.

A Matinta Pereira, a velha que se transforma em pássaro agourento para os acrianos, virou um gigante no abre-alas que puxou as demais alegorias da escola. A comissão de frente não teve acrobacias ou coreografias elaboradas, usando passistas vestidos como o pássaro assombrado. Foi uma verdadeira viagem pelos seres mitológicos do Acre em cada um dos seis carros da escola.

Depois, foi a vez da Portela surpreender e "pousar" na Sapucaí, literalmente. Quatro paraquedistas abriram caminho para a escola, em feito inédito. O grupo desceu sobre a pista de desfiles antes do abre alas da escola.

Voar foi a tônica da apresentação da escola, com vários tipos de engenhocas voadoras. Pássaros e águias revestiram drones que marcaram o desfile planando sobre a avenida. Nas alegorias, a ideia foi desenhar os 450 anos de história do Rio de Janeiro com o surrealismo inspirado em Salvador Dali.

A Beija-Flor de Nilópolis, terceira a entrar na avenida, fala sobre as diferentes culturas africanas que chegaram ao Brasil com o tráfico negreiro, focando em Guiné Equatorial, país que seria um dos patrocinadores do desfile deste ano, o que rendeu críticas à escola.

Os excessos na busca pela beleza e a supervalorização da aparência em relação a outras qualidades são os temas do enredo da União da Ilha, quarta escola a desfilar. A escola pretende dar um enfoque histórico e bem-humorado ao tema.

A Imperatriz Leopoldinense fala da luta por igualdade racial, passando por personalidades brasileiras e estrangeiras como o líder sul-africano Nelson Mandela. A campeã do ano passado, Unidos da Tijuca, encerra o desfile falando da Suíça e os símbolos do país - como o queijo, o canivete e o chocolate.

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