Depois de ver o desfile de sua escola ficar marcado por uma confusão envolvendo a modelo Juliana Isen, o
presidente da Unidos do Peruche, Sidney de Moraes, se manifestou neste domingo sobre o caso. A atitude dela “prejudicou milhares de pessoas que estão comprometidas com o carnaval”, declarou.
Conhecida como “musa do impeachment”, Juliana tirou a fantasia e ficou com os seios de fora em frente ao recuo da bateria, sendo expulsa da avenida logo depois. O problema, conforme Ney, é que a modelo - assim como as demais passistas da agremiação -, assinou um termo de compromisso se comprometendo a não prejudicar ou causar qualquer tipo de desconforto para a escola na avenida, além de aceitar se apresentar no local e com as vestimentas indicadas pelo carnavalesco.
O documento ainda incluiria cláusulas prevendo multa e responsabilização, caso algum problema desse tipo ocorresse. Em função disso, Ney garante que a Unidos do Peruche pode processar Juliana e tomar as medidas cabíveis. “Nós temos muitas pessoas que deixaram suas casas e perderam dias e noites se empenhando com a única finalidade de fazer um carnaval especial para a escola. E vem uma mulher dessas, sem comprometimento nenhum, unicamente pensando em si, e comete uma atitude infeliz”, comentou, ressaltando que a avenida é um espaço compartilhado por famílias, com muitas crianças presentes.
O presidente também revelou que a agremiação temia ser penalizada pela atitude da modelo, descrita por ela como um protesto. No entanto, a assessoria de imprensa da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo afirmou, em um comunicado, que o regulamento não prevê punição para a escola ou para a passista pela nudez ou pelo ato isolado.
Peruche pode processar modelo que tirou fantasia na avenida
Presidente da entidade disse que ela assinou termo de não prejudicar a escola