Em uma rápida caminhada pelas frisas, espaços localizados na beira da pista do Complexo Cultural do Porto Seco, é possível conhecer famílias que têm como tradição se reunir para curtir juntas o carnaval. Os ambientes, leiloados da mesma forma que os camarotes, despertam o interesse das torcidas que querem ver suas escolas o mais perto possível.
Ivone Vargas Farias, 59 anos, integra a Acadêmicos de Gravataí e se divide entre a passarela do samba e a o cercado de cadeiras onde ficam familiares. "Eu e meu marido desfilamos e depois viemos aqui ficar com o resto do pessoal. É muito bom, a gente vê cada detalhe das fantasias e dos carros", garante.
Segundo ela, além de cuidar a data do leilão, a família faz uma planejamento para passar cerca de 12 horas no sambódromo. "Os adultos se viram, mas a gente traz criança também, então tem que ter comidinhas, salgadinho, bolacha recheada", conta.
A mesma prática envolve o grupo de amigos e familiares de Marisa Almeida, 65 anos, mas ela ainda vai além e prepara pasteis, bolos e pizzas para aguentar a maratona carnavalesca. Depois de desfilar por mais dez anos pela Bambas da Orgia, ela agora garante sempre uma frisa para ver a entidade do coração do ponto que considera mais próximo.
"Não consigo nem descrever a emoção que sinto quando vejo ela passar por aqui", comenta, apontando para a pista que começava a ser preenchida pelo desfile de uma concorrente. O fato de ver a escola do mesmo ângulo garante várias selfies para os mais jovens, diverte-se ela enquanto espera a filha e a sobrinha voltarem da desfile da Bambas, pela qual tocam na bateria.
Por visão privilegiada, famílias elegem as frisas como melhor opção do Porto Seco
Público leva cadeiras, salgadinhos e fica à espera de cada detalhe na avenida