O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, e o vice, Sebastião Melo, se reuniram nesta segunda-feira com moradores e autoridades para tratar do regramento e infraestrutura necessários à realização do Carnaval de Rua do bairro Cidade Baixa. Uma das alternativas em análise é a de que os blocos se concentrem em uma praça ou local amplo, percorram uma rua do bairro e depois se dispersem na orla do Guaíba. A pedido dos moradores e comerciantes, também serão definidos dias, horários e percursos específicos.
Também foram discutidos gastos com hora-extra das equipes de limpeza, fiscalização e segurança, banheiros químicos e atendimento médico, por exemplo, que terão de ser custeados pelos organizadores e os patrocínios que os blocos obtiverem. De acordo com o vice-prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, a expectativa é de que o município não arque com custos com infraestrutura. “Estabelecemos que o evento deve terminar, no máximo, às 23h. Além disso, a ideia é de que os patrocinadores dos blocos paguem os custos de infraestrutura. O trajeto também vai ser debatido, pois já temos uma ideia”, destacou.
A Brigada Militar já deixou claro, que por questões de segurança, o calendários dos blocos não vai poder conflitar com outros eventos de porte na cidade, e se comprometeu em colocar uma guarnição, com 20 PMs, para trabalhar no local. Em comunicado na rede social Facebook, o grupo SOS Cidade Baixa, afirmou que o objetivo é que apenas quatro eventos sejam realizados.
“Nossa posição é fechar com a Brigada em no máximo quatro eventos na Cidade Baixa (com dispersão às 22h e longe do bairro) e convencer os blocos e empresários (tanto de bares quanto empresas tipo Unimed, Net Skol, etc) de que essa é a cota máxima possível. E o resto dos blocos que sejam acomodados nos 18 carnavais comunitários em 18 bairros, conforme solicitado pelo Orçamento Participativo, realizados pela Secretaria da Cultura”, escreveu um representante da comunidade, no Facebook.
O grupo da Prefeitura volta a se reunir nesta terça-feira, desta vez com a presença de representantes dos blocos, para discutir outros detalhes como dias, horários e o percurso do Carnaval. Também deve ser definido que bairros, além da Cidade Baixa, receberão eventos em 2015. Apenas o bairro Ipanema, na zona Sul, já foi descartado. Após a reunião, deve ser estipulado um calendário oficial para o Carnaval de Rua.
Em 2014, a iniciativa privada bancou a instalação de banheiros químicos, a limpeza da área e o credenciamento de ambulantes que atendem ao público. Já a Secretaria Municipal da Juventude entrou com R$ 200 mil no circuito da Cidade Baixa, uma verba bem inferior que a de R$ 6,7 milhões disponibilizada para o desfile das escolas de samba no Porto Seco.
Prefeitura sugere dispersão do Carnaval da Cidade Baixa na Orla do Guaíba
Reunião com moradores definiu horário máximo para o evento até as 23h