Carnaval

Segunda noite do carnaval de Porto Alegre termina com clima animado

Escolas contagiaram os cerca de 40 mil presentes no Porto Seco

Ala das baianas apresentou fantasias luxuosas no Porto Seco
Ala das baianas apresentou fantasias luxuosas no Porto Seco Foto : André Ávila
A segunda noite de desfiles do carnaval de Porto Alegre encerrou perto das 5h35min, quando a última alegoria da Imperatriz Dona Leopoldina deixou a avenida. Em uma noite de vento e temperaturas baixas para o verão, cerca de 40 mil pessoas estiveram no Complexo do Porto Seco para acompanhar a apresentação das últimas cinco escolas do Grupo Especial.

A primeira agremiação da noite foi a Unidos de Vila Isabel, que iniciou seu desfile pontualmente às 23h30min. Com um enredo em homenagem ao Rio de Janeiro, a escola resgatou a história e os elementos que marcam a cultura da cidade maravilhosa. Os destaques ficaram por conta das fantasias luxuosas e da ousadia da bateria ao realizar uma parada total que envolveu e contagiou o público.

Quem a seguiu foi a Embaixadores do Ritmo, que impressionou os presentes. Abordando a sustentabilidade e a natureza, a agremiação levou à avenida carros grandes e bastante decorados. O grande diferencial foi a utilização de fantasias reaproveitadas da paulista Império da Casa Verde. De acordo com o presidente Gustavo Giró, a readaptação das roupas é comum no carnaval, mas este ano foi especial por ficar em sintonia com o tema da escola.

A Imperadores do Samba foi a terceira a desfilar no sambódromo e já chegou mostrando que busca o bicampeonato. O enredo falava de opostos, retratando as polaridades e rivalidades entre o bem e o mal, o passado e o futuro e o dia e a noite. Prestando reverências a sua maior rival, a Bambas da Orgia, a Imperadores contou com cerca de 1.900 participantes e teve uma ala somente de crianças.

Já o desfile da Império da Zona Norte foi marcado pela animação dos componentes, que interagiram o tempo todo entre si. O samba que empolgou a torcida falava da Nigéria, explorando questões como a cultura, a religião e a economia do país. O único inconveniente foi o espaço excessivo entre algumas alas, que também chamaram a atenção negativamente pela falta de uniformidade nos calçados dos participantes.

A Imperatriz Dona Leopoldina, responsável por encerrar a noite, levou Cuba para o Porto Seco. A escola enfrentou problemas com seu carro abre-alas, que parou na avenida por diversas vezes. A evolução ficou um pouco prejudicada, mas não diminuiu a empolgação dos componentes e do público que aguardou até o final do desfile.

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