Na segunda e última noite de apresentações do Grupo Especial, mais seis escolas de samba desfilam na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. A União da Ilha abre o espetáculo destacando a cultura dos bantos de Angola com suas tradições, lendas, mitos e deuses. Com o enredo “Nzara Ndembu – Glória ao Senhor Tempo”, vai dançar no ritmo do tempo, lembrando os ancestrais africanos, suas lendas e mitos da criação do mundo, do tempo e do espaço. Pretende, com isso, mostrar um caminho para as futuras gerações, sobre a importância da preservação da natureza.
A São Clemente usará de ironia, irreverência e sátira para carnavalizar a história de desvio de verba na corte francesa. O enredo “Onisuáquimalipanse” (Envergonhe-se quem pensar mal disso)” tem alguma semelhança com atual momento político brasileiro. Levará para a Sapucaí a Corte do Rei Luís XIV. Foi ele quem descobriu que seu ministro das Finanças construiu um palácio com verba surrupiada do reino. No desfile estarão presentes as festas, o luxo, a suntuosidade da Corte, sem esquecer da esperteza do ministro. A escola adverte que qualquer semelhança entre a história francesa com parlamentares brasileiros é mera coincidência.
A Mocidade vai propor uma viagem pelo Marrocos. O enredo “As mil e uma noites de uma Mocidade pra lá de Marrakesh”, mostrará semelhanças e diferenças com o povo da Vila Vintém. A escola vai seguir em caravana, em camelos e tapetes mágicos, pelas histórias e pelas terras encantadas e misteriosas do Marrocos. Não faltarão representações de palácios e medinas. Também vai destacar os ensinamentos, as invenções, as batalhas e os avanços da Medicina.
Vice-campeã do Carnaval 2016, a Unidos da Tijuca apostará na história da música americana na Marquês de Sapucaí. Sonhando com o título, apresentará o enredo “Música na alma, inspiração de uma nação”, que surgiu de um diálogo fictício entre Louis Armstrong e Pixinguinha. Não faltarão ritmos como jazz, blues, country, rock e soul, além de outros mais atuais, como funk, rap, hip-hop e dance music. A Tijuca promete uma série de surpresas.
Vindo de um 3° lugar, a Portela pretende arrastar componentes e público num turbilhão de emoções ao lembrar povos, histórias e lendas nascidas às margens dos rios. Com o enredo “Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar”, promete inundar a Sapucaí não só de mitos, histórias e lendas, mas também de poesia, samba e emoção, numa homenagem aos mananciais de água doce. A escola começa falando das nascentes e de como os rios foram dando início a povoados, aldeias e civilizações. E é dessa água que a águia (símbolo da Portela) vai beber para mostrar o desenvolvimento através dos rios.
Campeã de 2016, a Estação Primeira de Mangueira este ano vai se apegar a santos, orixás e patuás num enredo que canta a esperança do brasileiro para ter sorte na vida e, quem sabe, chegar ao bicampeonato. Com o enredo “Só com a ajuda do santo”, a verde-e-rosa vai fazer um desfile com muito samba e alegria. A Mangueira vai mostrar a sua força e desfilar os mistérios, crendices e magias na avenida e garante performance espetacular.
Seis escolas do Grupo Especial encerram disputa no Rio de Janeiro
Desfiles começam a partir das 22h com União da Ilha e encerra com a Mangueira na madrugada