Sem verba da prefeitura, Corte Oficial se prepara para um "Carnaval de resistência" em Porto Alegre
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Sem verba da prefeitura, Corte Oficial se prepara para um "Carnaval de resistência" em Porto Alegre

Desfiles ocorrem nas noites desta sexta-feira e sábado, no Porto Seco

Por
Felipe Samuel

Organizadores buscam recursos através da venda dos camarotes para custear a infraestrutura do local

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Mesmo com a saída da Liga Independente das Escolas de Samba de Porto Alegre (Liespa), os desfiles do Carnaval 2019 ocorrem como progaramado nas noites desta sexta-feira e sábado, no Porto Seco. Sem recursos da Prefeitura, neste ano o evento também passa pela recondução da Corte Oficial. 

Entretanto, apesar das dificuldades, a coordenadora da Corte, Fátima Rodrigues Oliveira, promete surpresas na produção das fantasias. Ela se mostra satisfeita com o engajamento dos carnavalescos para garantir as duas noites de desfile no Porto Seco. “Do limão fizemos uma limonada", destaca. Segundo ela, esta edição do Carnaval será marcada pela resistência, com os organizadores buscando recursos através da venda dos camarotes para custear a infraestrutura do local.

Natural de Uruguaiana, a rainha Daniela Matos Reichenbach, 22 anos, bacharel em Direito, reforça que apesar dos problemas financeiros, as escolas vão mostrar força no Porto Seco. Daniela destaca a organização do evento, composta por aqueles que realmente apoiam a cultura popular. "As pessoas que estão conosco nesse Carnaval, são as que podemos contar nos momentos de dificuldade", pontua. A princesa Thauana Gouvêa, 22 anos, também bacharel em Direito, diz que está ansiosa para desfilar. "A união da Corte nos fortalece", diz.

O Rei Momo Ubirajara Borba da Silva, 38, conhecido como Byra Borba, lembra que as escolas da série Prata não desfilam há dois anos. Byra ressalta que em 2017 o grupo Prata 'ficou chorando na grade literalmente' por não haver desfile. "Foi a noite mais triste do Carnaval", salienta. Destaca a força da comunidade carnavalesca para garantir a festa, sem recursos públicos. “Será um Carnaval pé no chão", sintetiza.