A nova “Carrie”, que estreia na América do Norte nesta sexta-feira, e em 6 de dezembro no Brasil, foi confiada pela MGM e a Sony à cineasta americana Kimberly Peirce, diretora de “Meninos não Choram” (1999), que rendeu um Oscar de melhor atriz a Hilary Swank.
A história de "Carrie", publicada em 1974, quando Stephen King ainda era um desconhecido, tornou-se famosa em 1976, graças à adaptação de Brian de Palma, com a inquietante Sissy Spacek como protagonista. Agora é a vez da jovem Chloe Grace Moretz, 16 anos, assumir o papel de uma adolescente torturada, que usa seus poderes telepáticos para se vingar de seus colegas cruéis e de sua mãe fanática, vivida por Julianne Moore.
“No começo eu estava intimidada”, admitiu Kimberly Peirce, em uma entrevista coletiva em Beverly Hills. “A primeira coisa que fiz foi ligar para Brian de Palma, que é meu amigo. Daí ele disse: 'Acho que você deve aceitar'”. Então, a diretora mergulhou novamente no livro e foi mais uma vez “cativada pela narrativa de Stephen King e a profundidade dos personagens”, contou.
“Eu pensei que poderia modernizar a história e dar-lhe um toque contemporâneo", acrescentou, destacando que o assédio dos colegas de Carrie tem como novidade no filme o 'cyberbullying'”.
A diretora também queria mostrar como Carrie descobre e adota seus poderes. “É uma menina rejeitada que descobre que tem um talento, como muitos de nós, quer seja na escrita, direção ou fotografia. Um talento que faz você acreditar que a vida pode ser linda.”