“O alarme de incêndio também não foi ativado e não tinha água”, contou o carnavalesco. Solidarizados com a situação, os integrantes de outras escolas correram para ajudar e conseguiram controlar o incêndio usando outros extintores. “Foi muito rápido”, afirmou o diretor do barracão, Marcelo Ricardo Pereira. O espaço é dividido com outras duas escolas, a Apito de Ouro de Tapes e a Unidos do Capão. Ambas devem ajudar na recuperação da principal alegoria da Imperatriz, que desfila neste domingo, pelo Grupo A, com o tema que destaca a força do vermelho.
Quando souberam do incidente, os integrantes da agremiação entraram em desespero. Eles farão um mutirão para que o carro entre na avenida. “Todos começamos a chorar quando recebemos a notícia do presidente da escola, Jorge Mello”, disse o conselheiro da Imperatriz, Sérgio da Gama.
“Contamos com a compreensão do corpo de jurados. Vamos correr atrás do prejuízo e torcer para dar tudo certo”, lamentou Raul Senna. O abre-alas estaria concluído nesta manhã e os funcionários da escola fariam os retoques finais em outros dois carros. “A moral de todos está abalada, pois o símbolo da escola foi danificado”, explicou.
O secretário municipal da Cultura de Porto Alegre, Sérgius Gonzaga, ficou surpreso com a notícia. “O alarme é ativado em razão da quantidade de fumaça, mas os extintores deveriam ter funcionado. Todos foram trocados e os bombeiros revisaram”, afirmou.