As mandalas são o foco da exposição resultante da Oficina de Cerâmica promovida pelo Centro de Desenvolvimento da Expressão (CDE), que pode ser conferida até 4 de julho, na Sala Augusto Meyer da Casa de Cultura Mario Quintana (Andradas, 736, 3 andar, em Porto Alegre). A visitação ocorre de terças a sextas-feiras, das 9h às 21h, e nos finais de semana e feriados, das 12h às 21h.
Sob a orientação da professora Suzana Gonzalez Campozani, 28 pessoas modelaram peças em diversas argilas, tamanhos e revestimentos, promovendo além de um exercício cerâmico, um encontro de formas, texturas e cores. Entre as participantes estão Ana Bento, Ana Laura Frotta, Beatriz Scheidt, Juliana Mosmann, Lara Espinosa, Madalena Michelotto, Marli Kroll, Rosamary Disconzi, Sandra Bazas e Yara Gonzalez Merg.
Mandalas são representações de círculos, símbolos, formas, cores e números, vibrando do centro para fora e de fora para dentro. Presentes em todas as culturas, parecem nas primitivas pinturas rupestres, nas rosáceas e labirintos das catedrais góticas, nos rituais de religiões como o hinduísmo, nas formas da natureza, constituindo-se em formas circulares, organizadas a partir do centro, ao redor do qual as estruturas se desenvolvem. Chamadas de "círculos mágicos", são usadas em rituais de cura, como fazem os índios navajos, enquanto os budistas lançam mão delas para aprofundar mais os seus estados de meditação.
Na natureza, as mandalas podem ser vistas nas pétalas de uma flor, nos anéis de crescimento de um tronco de árvore, no formato de algumas conchas, no universo, na cabeça de um cogumelo e no olho humano. Também são instrumentos de expressão, meditação, concentração e também para aumentar a percepção ou aquietar os pensamentos.
Casa de Cultura Mario Quintana tem exposição de cerâmica
Mandalas são foco das obras